Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!

18 abril, 2018

Alcione no Manhattan

Por Alana Oliveira

Recife ficou pequena para receber a voz mais linda desde mundo! Como já era de se esperar, a noite do último sábado foi um verdadeiro espetáculo com casa lotada.
Nos juntamos mais uma vez para prestigiar o show da Marrom no Manhattan Café Theatro em Recife-PE. Eu, Alana, Reginaldo, Aércio e Weydson, o mais novo integrante do fã-clube Morena Forrozera.

Chegamos por volta das 21hs, já ansiosos para o show. Durante a abertura do show com os Garçons Cantores, Vera com toda sua alegria veio até a nossa mesa nos chamar para encontrar com Alcione. Assim que a porta do camarim se abriu, fomos recebidos com aquele sorriso largo e um "boa noite, meu povo!" Pronto! Desse momento por diante fomos tomados por uma sensação tão boa e o mundo parou por um tempo. Conversamos sobre os desfiles maravilhosos da Mangueira e Mocidade Alegre que deram um show na avenida nesse Carnaval, e logo depois cada um teve seu momento com a cantora para fotos e autógrafos. Ela, como sempre, muito simpática, interagindo e brincando com todos.

Após esse momento muito gostoso, voltamos para nossa mesa, felizes em ver nossa cantora tão bem. Com a ansiedade controlada e prontos para assistir ao show. E não foi diferente, a troca de energia foi linda! Ela subiu ao palco cantando "Eu Sou a Marrom", música que leva o nome do seu novo projeto e a partir daí só veio sucesso atrás de sucesso. Um dos momentos mais lindos foi quando Alcione se entregou totalmente ao público cantando "Amor ao Ofício". Finalizou a noite com um pedido: "Não deixe o samba morrer". Levou todos à loucura e deixou um gostinho de quero mais.

Quando desceu do palco, ainda passou pela nossa mesa e se despediu da gente pegando em nossas mãos e de quebra ainda ganhei um carinho na cabeça. Tem como eu ficar mais feliz? Só temos que agradecer à Alcione e a sua equipe, Vera e Carlos Fernando, por nos receberem tão bem.

25 fevereiro, 2018

Alcione, a Marrom, é a nova cor do Boi Caprichoso e grava toada em CD


Apostando na diversidade cultural em todas as cores da cultura brasileira, o Boi Caprichoso aposta na nova cor, Marrom. Com um legado musical inconfundível e de berço cultural, a aposta é na cantora Alcione que fará parte do CD oficial do bumbá em 2018 e da divulgação em mídia nacional do Boi campeão do Festival de Parintins.

No ensaio show da Marujada de Guerra, neste sábado (24), o presidente do Boi Caprichoso, Babá Tupinambá, anunciou que o CD “Sabedoria Popular: Uma revolução ancestral” terá a voz de Alcione com a toada “Boi de Negro” composição de Moises Colares, Raurison Nascimento, Frank Azevedo e Ricardo Linhares.

O presidente revela que a articulação vinha sendo feito há algum tempo e tem a participação direta do Conselho de Arte. “Durante o carnaval deste ano se confirmou. Fui ao Rio de Janeiro onde conversamos e ela gravou um vídeo aos nossos torcedores azulados”, destaca.

“Eu quero ir lá ver esse povo. Vou cantar essa música no meu show”, disse Alcione. Ela soltou a voz no Estúdio Play Rec, onde o presidente Babá Tupinambá teve acesso. Alcione tem na veia a cultura popular do bumba-meu-boi, folguedo típico da capital maranhense, e vem materializar um projeto que envolve todas as formas de cultura, assegura o presidente do Conselho Ericky Nakanome. Ele anunciou que Alcione irá incluir a toada em seu show programado para 12 de maio no estádio carioca conhecido como Engenhão.

O espírito festeiro de Alcione se compara ao do parintinense. Tão grande quanto seu potencial como cantora, uma das maiores de nosso país, é sua paixão pela cultura brasileira. Ícone na música popular brasileira, Alcione foi homenageada no carnaval de São Paulo, em 2018, pela Escola de Samba Mocidade Alegre que contou a trajetória no enredo “ A voz marrom que não deixa o samba morrer”.



Fonte: Boi Caprichoso

16 fevereiro, 2018

Mangueira e Marrom: que as flores sejam dadas em vida!


Neste último dia 11, Mauro Ferreira, crítico musical carioca, publicou em sua coluna no G1 um texto falando sobre a homenagem que a Mocidade Alegre prestou à Alcione no Carnaval de São Paulo e o fato da Mangueira, escola da cantora, ter deixado passar a oportunidade de homenageá-la por ocasião dos seus 70 anos de idade.

"Embora tenha nascido no Maranhão, terra do bumba-meu-boi e do tambor de crioula, Alcione caiu bem no samba quando veio em 1968 para a cidade do Rio de Janeiro (RJ) tentar a carreira de cantora. Alcione não somente caiu no samba em si, ritmo dominante em boa parte da discografia plural da intérprete, como entrou numa escola de samba. O elo da Marrom com a carioquíssima Mangueira é tão forte que causa estranheza a escola verde-e-rosa nunca ter desfilado com um enredo em tributo a essa artista que tanto tem divulgado a agremiação ao longo desses 50 anos de Rio. Inclusive com o engajamento público em relevantes projetos sociais como Mangueira do Amanhã, celeiro de formação de ritmistas mirins na comunidade da escola. Atenta aos sinais, a escola paulistana Mocidade Alegre aproveitou a efeméride dos 70 anos de vida de Alcione – completados em 21 de novembro de 2017 – e saiu na frente com o enredo A voz marrom que não deixa o samba morrer, com o qual desfilou na madrugada deste domingo de Carnaval, 11 de fevereiro, no segundo e último dia de apresentações oficiais das escolas de São Paulo no Carnaval de 2018."

(...) "O enredo da verde-e-rosa para este ano (Com dinheiro ou sem dinheiro eu brinco, de tom crítico) é fantástico, além de necessário, e redime a Estação Primeira, neste Carnaval, de não celebrar Alcione. Mas seria bom e justo que, em um próximo Carnaval, a escola olhasse com mais generosidade para quem, como Alcione (...), sempre fez muito pela Mangueira sem nada esperar em troca. Que as flores sejam dadas em vida na avenida Marquês de Sapucaí!"

Quem acompanha a Marrom, sabe muito bem que ela já espalhou aos quatro ventos que jamais aceitaria ser enredo da sua escola. Isso porque ela acredita que há outros mangueirenses que mereceriam ser enredo antes dela. Mas ela, por acaso, já recebeu este convite para recusá-lo? Que ela merece, ela merece sim! E muito! Se a Mangueira e a comunidade quiserem, desejarem, impuserem, não há como ela recusar! Imaginem o que seria um carnaval destes? Sem tirar o mérito e importância de tantos valorosos mangueirenses, mas a Mangueira celebrando a Marrom iria fazer história! E como diz Mauro Ferreira, que as flores sejam dadas em vida! Vocês concordam?