Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


18 agosto, 2017

Porto Alegre aos pés da Marrom!

Para gente que é fã, assistir ao show do teu artista preferido é uma coisa maravilhosa. Sempre é bom. Mas ontem... ahhh... ontem foi demais! Inexplicável!
Alcione retornou à Porto Alegre depois de pouco mais de um ano. O último show aqui foi em 11 de junho de 2016. Dizer que a gente estava com saudades é pouco. Os ingressos venderam feito água. Tendo esgotados os ingressos para as cadeiras numeradas do auditório Araújo Viana, foram disponibilizados ingressos para plateia lateral, em pé. Em pé? Sim! Para ver a Marrom vale ficar em pé! Porto Alegre compareceu em peso para prestigiar a maranhense mais amada do povo gaúcho.
Alcione abriu o show Boleros com um medley de “Gracias a La Vida” e “Besame Mucho”. E depois daquele “boa noite, Porto Alegre” que a gente aguarda ansioso para ouvir, a Marrom revelou que o Rio Grande do Sul tem uma coisa muito bonita com ela, um amor muito grande. Foi em Porto Alegre que ela ganhou o primeiro prêmio da sua carreira. Aqui, fez grandes amigos e tem um fã-clube grande. Pediu licença e dedicou o show da noite a um grande amigo que fez em Porto Alegre, Paulo Sant’Ana. “Se ele estivesse aqui, hoje, subiria no palco para cantar Estranha Loucura comigo". Temos certeza que sim!
O show foi intercalando aqueles antigos sucessos que o povo tanto gosta de ouvir com as músicas do novo álbum e com aquele papo descontraído que a Marrom sempre faz questão de ter com a plateia. Ela atendeu pedido do público também. Contou sobre o susto que levou no final do ano passado e sobre as mudanças a que teve de se submeter no que se refere à alimentação para cuidar da sua saúde. Contou sobre o documentário que está sendo feito em comemoração aos seus 70 anos de idade, que completará em novembro, e sobre a emoção de ser enredo da Mocidade Alegre no Carnaval 2018. Além daqueles “causos” engraçadíssimos que arrancam gargalhadas do público e das mensagens de amor e fé que ela sempre deixa. Impossível não usar um clichê: Alcione canta e encanta. Uma das maiores vozes do nosso país (para nós a maior!), que tem a seu favor um carisma incrível. O auditório Araújo Viana estava a seus pés. Tanto foi assim, que em determinado momento do show, Alcione confessou: “parece que eu estou no Maranhão!”. Sim. Alcione estava em casa!
O show teve duração de praticamente 2hs. Foi um show incrível, daqueles para a gente levar na memória para toda a vida! Alcione, os gaúchos te amam!

09 agosto, 2017

Apelo, música de Baden Powell e Vinícius de Moraes

video

Uma das músicas do cd/dvd Boleros da cantora Alcione é Apelo, de Baden Powell e Vinícius de Morais. Em 1981, quando comandava o programa Alerta Geral, na Rede Globo, a Marrom recebeu Baden Powell e os dois fizeram uma homenagem a Vinícius de Moraes, cantando justamente esta canção. O programa Vídeo Show, em 1998, lembrou esse momento. E a gente fica aqui pensando... Quanto encontro bonito proporcionou este Alerta Geral! Nosso sonho de consumo: um dvd deste Programa! Sim ou não?

05 agosto, 2017

Especial Fogo da Vida, 1985 - TV Bandeirantes

Show Promessa - 1991, gravado em Sergipe | Completo

Alcione Eu Sou o Show - 1986

Gravação do Cd/Dvd Alcione Boleros

Gravação do cd/dvd @alcioneamarrom Boleros? O Morena Forrozera estava lá, de todos os cantos do Brasil, pra prestigiar esse maravilhoso trabalho da Marrom.

Essa foto, tirada após a gravação, reuniu Alcione e a maioria dos fãs.  Um presente que ganhamos do próprio fotógrafo, o talentosíssimo e querido Marcos Hermes, que tanta capa bonita já fez pra gente admirar. E ele prometeu uma galeria de fotos da Marrom especialmente pra gente. É só seguir ele no Facebook.

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Programa Alcione Ensaio TV Cultura - 1995

Morena Forrozera - 10 anos depois. Coisas pequenas, feitas com amor, tornam-se grandes!

Eu sou de 1976. Ou seja, quando eu nasci, Alcione já fazia sucesso. Uma das primeiras lembranças que eu tenho dela me remete à infância. Eu tinha uma vizinha que adorava  samba e sábado era o dia que ela colocava os lps pra rodar. Um sábado daqueles ela estava limpando a casa e eu, sentada num sofá enquanto ela encerava o chão. Peguei as capas dos lps no colo e fiquei admirando-as. Aqueles cantores, eu fui reconhecer de fato só muitos anos depois: Beth Carvalho, Agepê, Martinho... e tinha um disco com uma negra linda, radiante, num vestido amarelo, sorrindo simpática pra mim. Esse sorriso eu reencontraria um dia.

“Onde eles moram?”, perguntei. “Estes artistas todos que aparecem na televisão moram no Rio de Janeiro”, me respondeu.  “E é longe daqui?”, eu quis saber. Ela me devolveu um “sim” bem demorado e completou: “pra tu ires pro Rio, tu precisas viajar um dia e uma noite inteira!” Naquela hora, eu fiquei sabendo com a minha imaginação de criança que o Rio de Janeiro era um lugar bem interessante.

Os anos se passaram e eu me tornei fã da Alcione. Só que eu sempre curti meus ídolos de casa mesmo; nunca fui de ir a show de ninguém. Um dia, querendo saber mais sobre a Marrom, acabei dentro de uma comunidade no Orkut. Lá conheci um amigo que tinha estado com a cantora há pouco tempo e o relato dele me fez querer conhece-la. Ele era do Rio Grande do Sul também, mas morava a muitos quilômetros de distância de mim. Por coincidência, Alcione viria à cidade de São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre, para fazer um show. Quando disse ao meu amigo sobre minha intenção de ir, ele na hora decidiu ir junto. Fiquei feliz. Uma vez que ele já conhecia a produção, isso parecia ser um plus na possibilidade de eu conseguir chegar perto dela.

Foi no dia 21 de julho de 2007. Assistimos ao show e ele entrou no camarim. Quando retornou, me disse que infelizmente ela não receberia mais ninguém, mas, como consolo, me disse também: “pra sair, ela vai ter de passar aqui na frente”. Depois de alguns minutos, de repente surgiu ela lá longe, cercada pelo segurança e pela produção. Quando se aproximou, em meio a vários fãs que também aguardavam sua passagem, pedi uma foto, mas sem qualquer expectativa de que fosse atendida. No entanto, o que se seguiu foi demais! Foi como se eu estivesse falando com a televisão e de repente a pessoa saltasse do aparelho pra dentro da minha sala. Ao invés dela sair direto pela porta e entrar no carro, como eu imaginei que faria, veio até onde estávamos, abrindo aquele sorrisão que eu já conhecia na capa de um lp antigo, e eu tirei a minha primeira foto ao seu lado. Se eu já gostava dela, ali ela me ganhou pra sempre! Naquela noite eu nem consegui dormir de tanta adrenalina, euforia e emoção.


Saí desse show com uma convicção muito forte: enquanto eu fosse uma fã igual a milhares de fãs que existem espalhados pelo país, eu dificilmente teria outra oportunidade ou sorte de estar tão perto dela novamente. E eu queria. Tinha acabado de descobrir que aquela artista que me emocionava tanto, era alguém que valia muito a pena. Eu precisava fazer alguma coisa pra demonstrar que merecia estar lá dentro daquele camarim, e não do lado de fora.

Quinze dias depois, no dia 5 de agosto de 2007, coloquei no ar o blog Morena Forrozera do Cangote Suado. Um espaço dedicado a divulgar exclusivamente a carreira e a vida da cantora Alcione, com fotos, vídeos, jornais, revistas, entrevistas, áudios, informações, etc. “Forrozera”, sim, tentando ser fiel à fingida liberdade poética de um encarte dos anos 80, velho e apagado pelo manuseio. Tenho muito orgulho do blog Morena Forrozera ser o maior acervo da Internet sobre esta que, pra mim e pra muitos, é a maior cantora do Brasil. O material que temos publicado já foi referência pra compor enredo de escola de samba em Minas Gerais. Já foi referência pra Trabalho de Conclusão de Curso de um fã de São Paulo. Já tivemos um link na página oficial da cantora. Já fomos mencionados na sua biografia. Já ganhamos alguns prêmios. Um trabalho que faço há dez anos com muito carinho; que me agraciou com muitos amigos, muitos momentos inesquecíveis e com um reconhecimento muito maior do que eu pensei em conquistar. Prova de que coisas pequenas, feitas com amor, tornam-se grandes.

Depois do blog, eu passei a frequentar os camarins e, em novembro de 2009, aquela menina que um dia se sentou para admirar cantores nas capas dos discos, sonhando com o Rio, estava lá, na Barra da Tijuca, dentro da casa daquela cantora sorridente e de vestido amarelo de um lp dos anos 70, para comemorar o aniversário desta cantora, à convite dela e da produção. Confesso que nem nos meus sonhos mais inverossímeis de criança eu poderia projetar isso e, até hoje, quando paro pra pensar, tudo me parece absurdamente surreal. Reconhecimento é ótimo, mas não é uma coisa automática, como causa e consequência. Você pode fazer muito e sequer ser olhado. Mas quando o reconhecimento existe, seja ele qual for, ele é sempre respeito. Eu tenho de todas estas pessoas envolvidas muito mais do que respeito e isso me faz sentir-me imensamente grata. Reconhecimento é humano, cria laços, cria afetos e multiplica o amor. Às vezes, eu paro pra pensar e não acho, sinceramente, que este blog seja tão bom. Mas, com certeza, os efeitos resultantes do propósito e da existência dele são gigantescos e sublimes, e só existem porque eu escolhi uma pessoal muito especial para admirar, que está cercada por pessoas tão especiais quanto ela. Sabem como eu me sinto? Sabem como Alcione e seu povo fazem eu me sentir com tanto acolhimento e generosidade? Uma pessoa de muita sorte! Muita sorte mesmo!

Tenho muita gratidão por ter conhecido pessoas tão incríveis que me apoiaram desde o início. Uma dessas pessoas é o Carlos Fernando. Apesar de toda a proximidade que ele sempre teve com Alcione, era, e é, na essência, um grande admirador dela, como eu sou. Por isso, me entendeu como ninguém, me acolheu e deu asas ao meu sonho. Foi ele quem mostrou pela primeira vez o blog pra Alcione, e faz parte de um grupo de amigos-fãs que generosamente dividiram comigo suas coleções particulares para divulgação no Morena Forrozera. Agradeço a ele e a cada um desses outros amigos que de alguma forma já colaboraram comigo (e aos que ainda colaboram) para manter esse sítio vivo e pulsante. Eu materializei uma intenção, mas não teria feito nada sozinha. Ao mesmo tempo, o blog também abriu e abre as portas para muitos fãs conhecerem de perto Alcione, como eu conheci. Eu fico feliz por isso também.


Agradeço muito à produção e à toda família Nazareth, que são pessoas simples, acolhedoras e muito (muito!) especiais. Todos eles! E agradeço demais à Alcione. Comecei como fã da artista, mas já faz muito tempo que virei fã do ser humano que existe por trás da cantora. Essa pessoa que me trata com tanto amor, que sempre tem tempo pro fã, que retribui o nosso carinho de uma forma tão especial. Agradeço muito por ela permitir que eu faça parte, de alguma forma, da sua história. Agradeço por sua saúde e por ela estar se cuidando. Agradeço por ela ter aproveitado esta oportunidade da vida e virado o jogo. Ela é muito importante na minha e na de muita gente, e tudo isso só tem sentido porque ela existe. Com este relato, além de comemorar os 10 anos do Morena Forrozera, eu quero também saudar o amor e o bem e todas essas coisas que dão liga à humanidade e que nos fazem acreditar! Viva o Morena Forrozera! Viva a Marrom!