Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


27 novembro, 2017

Aos 45 anos de carreira, a Marrom segue arrebatando fãs desta nova geração

Weydson é de Recife e tem 19 anos. O sonho dele era conhecer a Marrom. Ainda no mês de setembro, assim que soube que ela estaria na Classic Hall, tratou logo de comprar seu ingresso. Foram dois meses de uma longa espera, sonhando com esse dia.

Mas segundo Weydson, o que estava sendo anunciado é que os primeiros a entrar no palco seriam Bruno e Marrone, e ela encerraria a noite. Não foi o que aconteceu. Por conta dessa informação, o fã de Recife acabou não conseguindo vê-la antes do show, e assim que ele acabou, Alcione entrou no carro e foi embora. Pensem em um nervosismo! Sabem o que ele fez? Direto pro aeroporto! Sim! Saiu do show direto para o aeroporto de Recife! Esperou lá até às 9hs da manhã até conseguir encontrá-la! 

"Não tem palavras que consigam descrever o momento do meu encontro com ela. Primeiro aquele choque. Ela ali na minha frente... Aquela voz sem microfone... Cada vez mais linda... Ela foi super gentil e fez tudo acontecer naturalmente. Ainda brincou quando eu disse que agora poderia morrer feliz:

'Olhe aqui menino, (com o dedo indicador em riste) você é novo. Vai viver muita coisa! Deus vai lhe dar muitos e muitos anos de vida. Que todos os seres de luz estejam sempre contigo e guiem teus caminhos!'

O momento é corrido e passa muito rápido. Mas a marca que deixa, o impacto, é pra vida toda. Jamais poderei esquecer esse dia!"

Falamos com o Weydson ontem à noite e ele ainda não tinha conseguido dormir, de tanta adrenalina. Estava ansioso para acordar hoje cedo e revelar sua foto, que vai para um porta retrato.

É sensacional ver como uma cantora que tem 45 anos de carreira, que iniciou sua trajetória lá nos anos 70, consegue ser tão incisiva, tão moderna, tão atual, tão marcante, encantando fãs ao longo de todas as gerações. Parece até que Alcione caçoa do tempo, que ignora o quanto ele pode ser devastador, apagando nomes e aprisionando estrelas em épocas passadas. Mas não. Ela o respeita tanto que virou senhora dele e usa o tempo a seu favor. Alcione, Rainha Pop da nossa música.

22 novembro, 2017

70 anos da Marrom


Ontem, 21 de novembro, a Marrom completou 70 anos de idade, e festeira como é, claro que não deixaria passar em branco uma data tão importante como essa. Para comemorar, convidou a família, os amigos e seu fã-clube para um churrasco na sua casa, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.


A previsão do tempo marcava chuva para todos os dias da semana. Mas, ontem, até o céu sorriu para homenagear a Marrom. E ela merece, por tudo que é no cenário da música do Brasil e  por tudo o que representa na vida daqueles que estavam lá para celebrar a sua vida! O sol até podia estar encoberto, mas com certeza brilhou em cada sorriso de alegria e em cada abraço de carinho que ela deu e recebeu.

Os convidados, por solicitação da cantora, levaram brinquedos no lugar de presentes. Este é um pedido já tradicional de Alcione, que costuma fazer de sua festa de aniversário uma festa com propósito também beneficente. Os brinquedos arrecadados são doados para crianças carentes  em um evento de final de ano chamado Natal das Famílias.

A equipe que está cuidando do documentário da Marrom estava presente registrando tudo. Este projeto vai ficar maravilhoso e pelas informações que tivemos, vai surpreender, e muito! Falando nisso, o canal da Marrom no Youtube já está bombando! É só se inscrever e ir acompanhando as novidades.


Depois de uma roda de samba animada comandada pelo maestro Jorge Cardoso, todos se reuniram na sala para cantar o "Parabéns". Alcione, rodeada dos irmãos e da família, recebeu o carinho e os aplausos de todos e aproveitou para fazer seus agradecimentos. A Deus e aos profissionais da área da saúde que tem cuidado dela. A todos pela presença, e em especial a Ciro Gomes, que foi convidado a dizer algumas palavras de improviso. Marrom também pediu que rezássemos uma Ave Maria pela saúde de Padre Fábio de Mello, que não pode comparecer à festa por estar doente.



Foi tudo maravilhoso! A comida, a bebida, doces deliciosos que não acabavam mais, aquele famoso bolo de macaxeira da irmã Ivone e a decoração da sobrinha Márcia. Tudo feito com muito capricho e muito carinho para nos receber. Sem contar o clima leve, feliz e descontraído. Muitas risadas, um papo gostoso, gente legal pra caramba!








Alcione, a "Marrom", faz 70 anos como a senhora das cores do Brasil

Fonte: Blog Notas Musicais

Alcione, a Marrom, completa hoje 70 anos de vida como uma senhora cantora de todas as cores e tons. Nascida em 21 de novembro de 1947 na cidade de São Luís, capital do Maranhão, Alcione Dias Nazareth conquistou o Brasil desde que lançou o primeiro álbum, A voz do samba, em 1975. Foi transformada por Roberto Menescal, então diretor artístico da gravadora Philips, numa voz do samba para concorrer com Clara Nunes (1942 – 1983), cantora mineira que vinha em trajetória ascendente como sambista desde 1971.

A rigor, Alcione cantava até samba. Mas não era uma sambista. Nas boates cariocas onde começou a cantar profissionalmente desde que migrou para a cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 1968, Alcione dava voz a um leque aberto de ritmos e estilos musicais – MPB, bolero, música francesa, samba-canção, standards norte-americanos e até samba.

Dona de voz grave e volumosa, da tessitura dos contraltos, Alcione é, desde que apareceu em cena, uma das maiores cantoras do Brasil de todos os tempos. A Marrom é cantora de refinada musicalidade, até por também ser instrumentista, tocando eventualmente o trompete aprendido com o pai, João Carlos Dias Nazareth, professor de música e mestre da banda da Polícia Militar de São Luís do Maranhão.

Por isso, Alcione cantou tão bem o samba, ritmo predominante na discografia, sobretudo na fase inicial da Philips, por onde lançou oito álbuns em 1975 e 1982 – discos de alto nível artístico que os diretores da Universal Music, gravadora detentora do acervo da Philips, bem poderiam repor em catálogo no formato de CD, pondo nas lojas a caixa Eu sou a Marrom, produzida pelo pesquisador musical Rodrigo Faour e lançada somente em edição digital em 2016.

Ainda nessa fase inicial da discografia, Alcione já gravou sambas românticos que sobressaíram no repertório. Esse romantismo ganharia (ainda) mais relevo na miscigenada obra fonográfica construída pela cantora entre 1982 e 1996 na extinta gravadora RCA-Victor (denominada BMG-Ariola a partir de 1987). Alcione nunca deixou de ser uma voz do samba, mas se tornou também uma das vozes mais destacadas das baladas produzidas em escala industrial por hitmakers como Michael Sullivan, Paulo Massadas, Chico Roque e Carlos Colla.

Nessa fase, Alcione lançou álbuns da cor do Brasil, como, aliás, ressaltou no título do disco de 1984. Feitos com a diversidade rítmica nacional, os álbuns dessa fase, em especial Fogo da vida (1985) e Fruto e raiz (1986), resistiram bem ao tempo. A carreira de Alcione obteve menos visibilidade na segunda metade da década de 1990, mas a cantora atravessou os anos 2000 com fôlego renovado, como uma loba pronta para abocanhar novos hits e públicos.

Aos 70 anos, com a voz ainda farta e com 25 quilos a menos na corpo para manter a saúde, Alcione já é praticamente uma entidade de música brasileira, pairando acima do bem e do mal, do bom e do mau gosto do repertório. É uma senhora cantora que já virou uma personalidade pela alegria e pelas tiradas, marca do temperamento espontâneo. Ela é a Marrom, cantora das cores e tons do Brasil.

15 novembro, 2017

Show em Cabo Frio

Cleiton é fã da Marrom e esteve no show desta última segunda-feira (13) em Cabo Frio, Região dos Lagos, no RJ. Ele contou pra nós como foi: "Gente, que noite maravilhosa!
Nossa cantora está linda! Magra! PODEROSAAAAAA! Já quero outro show urgentemente! Sem contar o carinho dos meninos da produção. Sabe quando você não tem palavras pra agradecer de tão feliz?!

Teve uma hora no show que aconteceu um problema de energia que desligou o som e deixou o palco completamente apagado. Geralmente, quando acontece isso, a primeira coisa que vem do público é a vaia (ainda mais show aberto). Mas NÃO com ela! Vocês nao tem ideia de como foi o público continuar cantando todo o restante da música e aplaudir no final. Uma sensação maravilhosa! Fiquei muito,  mas muito, feliz ao ver o quanto ela é respeitada. Foi uma noite incrivel!"