Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


10 novembro, 2007

Show no Citibank Hall

Alcione estreou um grande show ontem, na casa de shows Citibank Hall, no Rio de Janeiro. Entrou cantando a capella a toada do boi de Maioba Se Não Existisse o Sol, mostrando que a voz está em ótima forma. Cantou Molambo, Desacostumei de Carinho (música de Fátima Guedes gravada por Nana Caymmi) e um lado B do repertório de Núbia Lafayette (1937 - 2007). Na seqüência, cantou As Forças da Natureza, o samba do repertório da amiga Clara Nunes (1942 - 1983) que a Marrom gravou no CD Claridade (1999). Entre os últimos sucessos, A Loba, Faz uma Loucura por mim e Você me Vira a Cabeça (me Tira do Sério). A Marrom também pinçou deliciosos lados B de seu repertório dos anos 80. De Vamos Arrepiar!, disco de 1982, reapareceu Edital, belo manifesto de devoção ao canto. Do álbum Almas e Corações, de 1983, Mutirão de Amor. Aragão e Sombrinha foram bisados no roteiro com Novo Endereço, do LP Nosso Nome: Resistência (1987). E ainda houve Mesa de Bar, a música de Gonzaguinha que Alcione mostrou em 1985 no disco Fogo da Vida e depois em dueto com Ed Motta. Em homenagem à Elza Soares, cantou Edmundo - com direito a projeções de imagens antigas da Mulata Assanhada no telão. A escola de samba do coração, como de costume, também foi lembrada em Manguiera é Mãe e no Samba-enredo para o Carnaval de 2008. Ainda entoou lindamente Camarim, a parceria de Hermínio Bello de Carvalho e Cartola. Vale a pena conferir!

Fonte: Blog Notas Musicais

Nenhum comentário:

Postar um comentário