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Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


22 maio, 2008

Alcione se apresenta no Circo Voador

Por Glauber de Andrade
Circo Voador é um reduto cultural dentro de um reduto cultural mais amplo que é a Lapa. Bairro da zona central da cidade do Rio de Janeiro. E com a revitalização da Lapa, o Circo também se revitaliza. E ontem, se revitalizou mais ainda com a presença da maior voz brasileira viva (uma das maiores do mundo). Privilégio que esse mês os outros circos ou lonas culturais espalhadas pela cidade do Rio também tiveram, de abrigar essa cantora e sua banda.

Previsto para começar as 23:00, o show começou por volta das 0:40h, atrasado. Como sempre no Circo Voador e na Lapa. Se fosse diferente, não seria Lapa. É assim com TODOS os artistas. Posso assegurar. Cheguei junto com Chocolate e Sheila e inclusive conversei com ele ( a humildade em pessoa)...daí já disse à pessoa que estava comigo: Vai atrasar!. Realmente o show é na Lapa, nem a pontual Alcione escapou do atraso costumeiro do Circo Voador.

Sem problemas, pela Marrom esperaríamos muito mais. E valeu a pena esperar.

Mangueira é Mãe, apresentado de forma bem malandreada na interpretação da Marrom abriu o show, seguida de Estranha Loucura, Sufoco, O Surdo, Faz Uma Loucura Por Mim, Perdeu, Perdeu. Agora era hora de cantar Privilégio com o sobrinho Jefferson Junior e deixá-lo cantar sozinho para tentar nos fazer "sossegar o facho"...o que foi impossível, sambinha bom esse!

Solo de Pistón - Alcione tocou (nos relembrando a boa musicista que é) e cantou em homenagem a sua terra. Já que estamos pelo Maranhão, vamos dançar com Pedra de Responsa.

E dançar mais ou ver Chocolate e Sheila dançarem mais: Eu te Procuro. Quem ainda não viu essa performance: perdeu, perdeu.

Nem Morta e Você me Vira a Cabeça nos fizeram beijar bem calminho pra depois Alcione transformar o Circo Voador numa quadra de samba.

Saudou Taís Araújo e Mariana Aydar que ali estavam e chamou no palco Emílio Santiago, que estava de boné, tênis e jeans... bem descontraído, pra descontraídos sambarem: Devagar com a louça que eu conheço a moça...como no Canecão.

Agora era hora da Marrom calar a boca de quem diz que ela se afastou do samba. Ou melhor, aguçar os ouvidos de quem fala demais.

Vamos sambar: Cantar Arlindo Cruz...samba inédito desse compositor.

Reverenciar Jovelina Pérola Negra com um pout pourri maravilhoso que deve ter durado quase 10 minutos. Só de Pérola. Foi nessa hora que subi no segundo piso, de onde se tem uma visão maior e vi que o Circo tinha virado quadra.

E se esses sambas ainda fossem pouco, a Marrom atacou Do Fundo do Nosso Quintal, sambinha do colega Jorge Aragão.

Agradeceu a presença de todos e disse que estava emocionada por estar no mesmo palco onde um amigo estivera muitas vezes: TIM MAIA.

Pout Pourri de Tim Maia pra encerrar. E o Circo que havia virado quadra, agora havia virado discoteca. A Marrom encerra seu show. E apesar do bis, não voltou.

Deve estar cansada e se poupando, uma vez que hoje deve repetir esse show maravilhoso em Jacerpaguá, penúltima das Lonas culturais carioca a receber nossa Marrom nesse projeto.

Eu sambei, dancei, beijei e namorei muito. Ao som da Marrom, que quando apresentou a banda, disse pro baterista: Hoje essa bateria está apressada. Danada, ninguém ou quase ninguém percebeu! Essa sabe tudo de música mesmo.

Só voltei pra casa com mais uma certeza: Alcione pode cantar em teatro, centro cultural, circo, museu, favela...enfim...o espaço não importa...o espaço lhe obedece...pois ela o fará virar Circo, quadra, palco, discoteca...o espaço estará submetido à sua potente voz e ao som que ela fizer.

Dá-lhe Marrom!!!!

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