Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


18 junho, 2008

Alcione amanhã em Curitiba!


"O frio não vai tirar o meu calor"

Tudo que ela gosta. É o que Alcione, conhecida como a Marrom, apresentará nesta quinta-feira (19) no Teatro Positivo. A maranhense chega aos palcos de Curitiba com repertório inédito de seu mais recente CD, "De Tudo Que Eu Gosto", além de músicas que fizeram sucesso nos seus 36 anos de carreira.

"Se você olhar uma negona parada que nem um picolé numa esquina, sou eu. Mas me aguarde, isso não vai tirar o meu calor. Todo o calor que eu tenho para dar para esse povo daí", disse.

Em entrevista à Gazeta do Povo, Alcione falou sobre as parcerias em seu mais recente trabalho, que incluem uma faixa com o Marcelo Falcão, da banda O Rappa. A Marrom também comentou sobre a morte de Jamelão, momentos especiais que passou em Curitiba e também os cuidados que ela tem para manter a sua voz.

Sobre novas tendências musicais, como por exemplo a “Dança do Créu”, Alcione disse que acha “tudo isso saudável”, e que as pessoas só não podem “matar e roubar”. Confira a entrevista

Nesse mais recente trabalho, o 33.º de sua carreira (“De Tudo Que Eu Gosto”), você incorpora alguns ritmos como forró na sonoridade do samba tradicional. Como foi a concepção para esse trabalho?

Eu sempre gostei disso. O nosso país é um país tão continental, não dá para você nomear. Eu sempre incorporei nos meus shows o forró, gosto de cantar samba, música romântica. Tudo que é bom feito no Brasil. É muito brasileiro.

Quais são as principais novidades no álbum "De Tudo Que eu Gosto"?

Gravei com um rap com o Falcão (Marcelo Falcão, vocalista da banda O Rappa). As outras músicas eu já estou habituada a gravar como músicas românticas, sambas como "Maria da Penha", músicas que tratam de alguma coisa do dia-a-dia. Reggae também, eu gosto muito de reggae. Na minha ilha de São Luís, o Maranhão gosta muito de reggae. Então, acho que é um disco que está com um tempero a mais, com participações como Gilberto Gil, Seu Homero (Homero Ferreira) e Falcão.

Você citou, por exemplo, o trabalho com Marcelo Falcão, e esse CD foi feito com compositores que já trabalharam com você há muitos anos e outros novos. O que você acha que essa mistura acrescentou ao seu trabalho?

Eu acho muito legal a gente fazer essa integração, essa mistura. É um troca-troca com a galera do rap, todos eles. São pessoas que têm coisas para dizer e eu gosto muito.

Qual parceria foi a mais especial para você neste trabalho?

Na verdade, todas elas foram especiais. Todas, sem tirar uma. Foi um presente.

O nome desse trabalho é "De Tudo Que Eu Gosto". No caso, o que seria tudo que você gosta?

Tudo que eu gosto na vida é cantar. Cantar músicas brasileiras. Seja no samba, seja no reggae, seja no forró, sejam músicas românticas. É de tudo que eu gosto.

Você começou a cantar aos 12 anos, e completa em 36 anos de carreira em 2008. Como você mantém essa vitalidade no palco e na voz?

Eu cantava em festa de colégio. Eu comecei a cantar mesmo com 20 ou 21 anos. Eu agradeço todos os dias a Deus por ter me dado essa minha voz, por ter a oportunidade de viver e sobreviver no meu país com ela. Eu cuido muito da minha voz. Tenho que abrir mão de muitas coisas para estar bem. Eu sou alérgica, não posso dormir com ar condicionado, meu quarto praticamente não tem nada. Não posso colocar muita cortina, meu chão não pode ter carpete. Mas eu faço qualquer coisa para poder preservar a minha voz, a minha garganta.

Você não só é cantora, mas é também instrumentista, e aprendeu desde pequena a tocar vários instrumentos. Você acha isso importante para um artista, e o que essas características acrescentam a sua trajetória como cantora?

No caso meu pai era mestre da banda da Polícia Militar e eu aprendi muito com ele. Isso ajudou muito na minha carreira.

Existe alguma canção da sua carreira que você não gosta de interpretar por algum motivo?

Eu gosto de todas. Graças a Deus.

Você acompanha algum novo artista, com trabalho musical mais recente?

Eu gosto muito do trabalho da Mart'nalia. Ela está vindo, dizendo coisas boas. É uma cantora e percussionista e eu gosto muito do trabalho dela. É uma das coisas boas, é uma boa e saudável novidade para o mundo do samba.

Um grande nome do samba, o Jamelão, morreu neste fim de semana. O que você acha que a perda representa para o samba em geral?

É uma perda grande. O Jamelão era um dos maiores expoentes do samba daqui. Intérprete dos sambas enredos. Ele tinha essas facetas, cantava música romântica muito bem e canta samba também. Ele deixou um legado além dessa saudade imensa.

O que você acha do futuro do samba daqui a alguns anos? Continua um ritmo atual?

Ele nunca vai sair da alma, está impregnado no nosso DNA. Tão cedo o brasileiro não pode viver sem samba.

No show em Curitiba, você irá compor o repertório de músicas do mais novo CD e também outros sucessos de sua carreira. Você prepara alguma surpresa para o público curitibano?

Acho que eu canto pouco em Curitiba. Vou pouco para Curitiba, mas eu adoro

Você se lembra quando foi a última vez que esteve aqui?

Eu não consigo lembrar da última vez, para você ver. Eu vou apresentar músicas bem conhecidas de todos, músicas desse disco "De Tudo Que Eu Gosto". Pretendo fazer uma apresentação para o público curitibano.

Você vai contar com algum convidado especial?

Nesse show só estou eu e a minha banda. A banda completinha.

Você se lembra de algum momento especial que passou aqui na cidade?

Na verdade eu lembro que eu cheguei em uma noite aí, no Teatro Guaíra. É um teatro que eu gostaria de cantar mais uma vez. Eu me lembro que eu fui aí para fazer outro show, se eu não me engano para cantar no Curitibano. Estava tendo um show do Gilberto Gil no Teatro Guaíra, e foi uma das melhores acústicas que eu já ouvi em termos de teatro. E as pessoas de Curitiba são muito amáveis, muito carinhosas. Foi aí que eu conheci um doce chamado strudel. Sou doida por isso. Eu chego aí já procurando onde que tem strudel. O nome é lindo, né? Eu sou de uma cultura mais nordestina, mais africana. Meu negócio mesmo é bolo de aipim, é cocada. E aí tem o strudel que é uma coisa muito boa.

E vai estar bastante frio na cidade. Já está preparada?

Se você olhar uma negona parada que nem um picolé numa esquina, sou eu. Vou me embrulhar, vou levar tudo quanto é pano que eu tenho para me cobrir. Eu sou muito friorenta, lá no Maranhão a gente não sabe o que é o frio. Mas me aguarde, isso não vai tirar o meu calor. Todo o calor que eu tenho para dar para esse povo daí.

Sobre a música atual, várias músicas e artistas novos estão aparecendo como o MC Créu, a Mulher Melancia. O que você acha disso? Você acha que o público deveria mais seletivo?

Eu acho que tudo que acontece dentro do Brasil é saudável. As pessoas têm o direito de exibir suas idéias, botar para fora as suas descobertas. Eu acho tudo isso saudável. Eu não acho nada ruim. Eu acho que o que não pode é matar e roubar. Cantar todo mundo pode, cantar aquilo que quer.

Serviço

Alcione. Quinta-feira (19), às 21h. Teatro Positivo (Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300). Entrada: De R$ 120 a R$ 180, de acordo com o setor do teatro. Estudantes e idosos pagam meia-entrada. Descontos para cartão Teatro Guaíra e Clube do Assinante Gazeta do Povo. Ponto de venda: Disk Ingressos, por telefone (3315-0808) ou nos quiosques do Shopping Müeller e Curitiba. Mais informações: (41) 3315-0000.

3 comentários:

  1. Adoro você suas musicas, não estou aguentando de tanta ansiedade para assistir seu show em Poa.Estarei lá cedinho a sua espera.como dizem que me pareço com vc. imagina só a pretenção desta fã.

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  2. TÁ CHEGANDO A HORA!!!!

    É AMIGA, ELA VAI SÓ SE PREPARAR EM CURITIBA PARA ARRAZAR EM PORTO ALEGRE!!!

    NÃO HÁ FRIO QUE APAGUE A CHAMA DE NOSSA GRANDE ALCIONE!!!!!

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