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Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


16 junho, 2008

Alcione homenageia Jamelão no show em Campo Grande

“A Mangueira era uma escola alegre. Agora fica um vácuo nessa alegria. Ele era um grande homem e um grande brasileiro”, disse Alcione, que puxou uma prece e um Pai Nosso com a família do intérprete logo após a chegada do corpo do amigo na quadra da Estação Primeira.

"O tempo que eu tenho de Mangueira é o tempo que eu tenho de Jamelão, que são 28, 30 anos. Ele não era uma pessoa que se dava de graça, eu fui conquistando o Jamelão aos poucos. A importância do Jamelão paar nós sambistas é de que ele é insubstituível, o Luizito é um grande intérprete, mas até ele sabe disso."

Alcione disse ainda que Jamelão não tinha mistério para entrar no palco e que quem o conhecia dos bastidores sabia que ele tinha a mania de ficar com um elástico enrolado na mão durante todo o tempo em que ele cantava.

"Ele era um homem que queria pouco da vida, uma pessoa fiel com a Mangueira, o manto sagrado dele era a Mangueira. Jamelão vivia para a o trabalho e era um brasileiro de verdade", completou.

Sábado, Marrom homenageou o sambista no show realizado na Lona Elza Osborne, em Campoo Grande, RJ. Começou o show com a música Pedra 90, de Serginho Meriti, Gilson Bernini e Rody do Jacarezinho, gravada por ela em 2005, em homenagem à Jamelão!

Em seguida, pediu um minuto de silêncio.

"Rufam os tambores de Mangueira... É o Brasil que te aplaude, Jamelão!"

Fotos do show na Lona Elza Osborne (por Kamila da Silva)



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