Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


23 julho, 2008

Comentário Show na casa Lapa 40° dia 22/07/2008

Por Carlos Oliveira

O show começou com uma hora de atraso; estava marcado para as 22h e só começou as 23h com Carlinhos de Jesus apresentando: "Apesar de já ter passado por este palco, nomes como Leila Pinheiro, Luís Melodia e Jorge Vercilo, disse à Marrom que hoje estamos inaugurando a Casa. Eu estou tão ansioso quanto vocês!"

As cortinas se abriram e acompanhada apenas por Alexandre Menezes (teclados), Alvinho Santos (violão) e Edmilson Nazareth (percussão), numa sutileza única, sentada, Alcione começou com Rio Antigo.

Levantou, falou com a platéia e começou: "Estou com preguiça de ficar em pé, mas acho que minha canoa não cabe toda nessa cadeirinha não; tenho mais é que cantar mesmo", e o show seguiu com Estranha Loucura e Faz uma Loucura por mim. Logo depois, Marrom disse que há muito tempo não fazia um show acústico num lugar tão pequeno e aconchegante, por tanto, queria relembrar o tempo em que cantava na noite. Neste momento começaram as surpresas que permearam o espetáculo: Tanto que Aprendi de Amor, Papel de Pão, Poder da Criação, Não me diga Adeus.

Entre as músicas, sempre uma história, sempre uma brincadeira: "Essa música dói lá no fundo...tem uns 250 anos que eu não canto..." e soltou Contigo Aprendi. De volta ao seu repertório, Alcione disse que faz tantos shows, que até músicas mais recentes, parecem que há tempos não vêem sua cara: "Eu quero cantar essa música, mas nem sei se lembro, peguei o povo de surpresa" e anunciou Jóia Rara. Quando a introdução terminou, Alcione sorriu: "ihhhhhh, não lembro a letra!", mas retornou: "Quero fazer de novo; isso não pode ficar assim não! E o respeito?!" Na segunda tentativa, saiu.

O show terminou ao som de Meu Vício é Você e quando as cortinas se fecharam, acompanhada pela Solange, Alcione foi direto pro elevador e o povo que não é bobo, correu pras escadas a fim de chegar no térreo mais rápido que elas. As duas desceram do elevador direto pro carro. Alcione jogou beijos, mas não passou disso.

Fiquei com a impressão de ter assistido ao excelente Nos Bares da Vida!

O roteiro do show:

Rio Antigo
Estranha Loucura
Faz uma Loucura por mim
Não pense em mim
Poder da Criação
Não me diga Adeus
Papel de Pão
Tanto que Aprendi de amor
Contigo Aprendi
Jóia Rara
Mangueira é mãe
Meu ébano
Não deixe o samba morrer
Meu vício é você

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