Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


29 setembro, 2008

Alcione encanta na Cidade do Samba


Show de 26/Setembro/2008
Por Carlos Oliveira

Certa vez, Alcione relatou que acredita no poder da palavra e por isso toma muito cuidado antes de batizar um disco. Em "De tudo que eu gosto", a cantora parece ter realmente acertado; do magnetismo da palavra à forma vocal (ainda melhor) de uma cantora que há trinta anos fez da música sua arte.

O show na Cidade do Samba começou por volta das onze horas; a Banda do Sol (com 13 músicos) impecável, bem produzida, deu o ponta pé inicial numa introdução feita por tamborins. "Mangueira é Mãe", num arranjo mais malandriado, mais rap, trouxe Alcione ao palco; toda de vermelho. Dispensável falar da voz; limpa, impecável, potente. Marrom cantou "Você Me vira a cabeça", "Meu Ébano", "Faz uma Loucura por mim", "Corpo Fechado", "A loba" e por aí seguiu.

Da platéia, David Brasil e Jorge Perlingeiro receberam o carinho da cantora. Alcione falou dos próximos eventos e divulgou a turnê no Canecão: "Em dezembro, estarei no Canecão com toda a minha produção num show lindíssimo e em meados de Janeiro...me aguardem que esterei aqui na Cidade do Samba gravando meu novo CD/DVD". O show estava "redondinho". Marrom cantou "Gostoso Veneno", "O que é o amor", "Exaltação a Mangueira" e encerrou ao som de "Obrigada".

Em mais ou menos noventa minutos de apresentação, nossa negona deu o recado direitinho mostrando que a voz está em sua melhor forma. Se entregou a platéia, sambou, conversou e provou para quem tinha dúvidas, que é a maior "artista" que esse país já conheceu. Como disse Jorge Perlingeiro ao término do show: "Tivemos a honra e o privilégio de apreciar neste palco, o maior nome que a Música Brasileira conheceu."

Roteiro do show:
Mangueira é Mãe
Estranha Loucura
Sufoco / O surdo
A loba
Perdeu, perdeu
Faz uma loucura por mim
Você me vira a cabeça
Meu Ébano
O que é o amor
Corpo Fechado
Gostoso Veneno
Exaltação a Mangueira
Não deixe o Samba Morrer
Obrigada

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