Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


24 fevereiro, 2009

"Com sentimento não se brinca!"

A frase dita pelo intérprete Luizito ao final do desfile da Mangueira resume toda garra da escola verde-e-rosa. Depois de um ano difícil, que resultou em mudanças na presidência, troca de carnavalesco, saída de Carlinhos de Jesus, de Ivo Meirelles e falta de patrocínios, nossa Mangueira fez um desfile de superação.

O samba foi inspirado na obra "O Povo Brasileiro", de Darcy Ribeiro. É uma pena que a crise econômica, com o atraso na preparação das alegorias possa contar negativamente na pontuação final. No período pré-carnavalesco, houve um mutirão no barracão para que tudo estivesse pronto a tempo, com a presença, inclusive, de trabalhadores de outras agremiações. O espírito guerreiro foi simbolizado pelo ex-jogador Raí, um dos empurradores do carro abre-alas.

A bateria da escola verde e rosa fez várias paradinhas durante o desfile. A bateria do mestre Taranta deu um show e encantou a Sapucaí. "A Mangueira sempre se superou nos momentos difíceis e hoje não vai ser diferente", disse um dos intérpretes de seu samba, que agradeceu o apoio dos seguidores da escola.

O sambista Jamelão Neto, neto de Jamelão e estreante como um dos intérpretes do samba da Mangueira, ficou emocionado e tenso com a responsabilidade que o espera. "Ainda não caiu a ficha", contou, antes de ir para a concentração da verde e rosa. "A gente está segurando ao máximo (a emoção). Até quando eu fui sair de casa, na hora de me despedir, bateu. Minha avó (dona Didi, de 82 anos, viúva de Jamelão), falou: ‘Vai lá e faz o dever de casa.’"

Clarissa Thomé, Mônica Aquino e Roberta Pennafort.
O Estadão.







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