Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


25 março, 2009

Leci fala sobre Alcione.


Leci Brandão, de passagem por São Luís para descansar, falou para o Jornal O Imparcial sobre sua relação com o Maranhão e com a artista maranhense de maior vulto, Alcione.

O Imparcial - Não podemos deixar de comentar que a sua relação com o Maranhão vem bem antes disso. Vem com a amizade com Alcione, a Marrom. Quando aconteceu este primeiro contato?

Leci - Foi em 1974 quando fui convidada pelo jornalista Sergio Cabral e Albino Pinheiro [já falecido] homem que fazia muitos eventos culturais. Eles me convidaram para fazer parte de um show chamado Unidos do Punjol [que era uma boate em Ipanema]. Nesse show participava Dona Ivone Lara, o saudoso Roberto Ribeiro e Alcione que era cantora da casa. Eu chegava cedo porque o meu show era mais tarde para ver a Marrom cantar e tocar. Era uma coisa assim fascinante [com o ar feliz]. Coincidentemente, nós fomos para a mesma gravadora que era a Polygram onde acompanhei todos os sucessos dela como “Surdo”, “Sufoco”... tudo que a Marron estourou no início na Polygram eu vibrei e acompanhei. Até que ela gravou um LP chamado “Gostoso veneno” que tinha uma música com parceira de Darcy da Estação Primeira de Mangueira chamada “Quero sim”. E nessa gravação Alcione me ajudou com os adiantamentos de royaltys a dar entrada no primeiro apartamento que eu comprei na Tijuca. Isso aí pra mim é uma coisa inesquecível. Faz parte da história de minha vida essa ajuda... Esse reconhecimento que ela teve comigo. Ela é uma pessoa extremamente generosa.

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