Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


11 março, 2009

Show no Barril 8000, 09.03.2009.


Texto e fotos: Ricardo Spinelli Morcillo

O bar/restaurante estava lotado. Graças a minha esposa que comprou os convites com antecedência, nossa mesa era bem perto do palco (que era muito pequeno) e junto ao corredor de acesso a ele.

Alcione começou o show com "Mangueira é mãe", seguida de "Meu vício é você". Daí em diante foi uma sucessão de sucessos, antigos e recentes. Surpreendeu a todos com a interpretação de "Explode coração", que ela gravou em 1995. Que me perdoem os fãs de Maria Bethânia, mas Alcione cantando "Explode coração" é INCOMPARÁVEL. Linda demais!

O público sempre cantando junto. Várias pessoas se aproximavam do palco para fotografa-la em um melhor ângulo, e muitos levantavam da cadeira para dançar as músicas mais agitadas.

Alcione cantou uma música do próximo CD e fechou o show com "Não deixe o samba morrer". Muitos levantaram para sambar ao som desta última música.

Quando ela deixou o palco, saiu pelo corredor junto a minha mesa. Ela passou a centímetros de mim. Minha esposa se aproximou dela, apesar do segurança, e disse: "Meu marido te ama!". Ela parou, se virou para mim, e estendeu a mão. Talvez ela esperasse que eu pedisse uma foto ou apertasse a mão dela, mas a emoção foi tão grande que a minha única reação foi beijar sua mão. Partiu com um sorriso, agradecendo.
Valeu, Eliana! Valeu, Alcione!





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