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Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


12 maio, 2009

Show em Itaperuna, RJ, em 09/05/2009.

Por Vitor José de Araújo Cunha
Já passava da meia-noite. O povo de Itaperuna, distante 40 km da minha cidade, Porciúncula, se aglomerava em frente ao palco e, pelo montante de gente, a impressão que se tinha é que a cidade em peso estava ali para assistir o show. A expectativa deu lugar ao alvoroço quando se ouviu a voz negra feminina mais consagrada do Brasil entoar a capela do “Parabéns à você”. Alcione entra homenageando a cidade que completou 120 anos e recebe os calorosos aplausos do público. Ela se desculpa por estar recuperando-se de uma gripe. Mas com uma voz daquelas, fica até difícil de acreditar.

“Eu vim aqui pra cantar e não pra falar!”, diz a Marrom. E lá vem ela mandando ver, cheia de suingue, em “Mangueira é Mãe”. Depois veio “Estranha Loucura”. E enquanto ouvia nossa diva dar vida à mulher que sofre por amar demais, reconheci, na lateral do palco, um amigo da minha cidade, que para minha surpresa estava promovendo a festa em Itaperuna.
Cortei a multidão e fui para a parte detrás do palco. Através deste amigo consegui subir e assistir o resto do show lá de cima. “Sufoco-Surdo”, “Faz Uma Loucura Por Mim”, “Perdeu, Perdeu”, “Retalhos de Cetim”... Me esbaldei!

Tive a chance de conversar com a produção toda: Claudinha, Solange e a querida Vera. Vera!!! Preciso abrir espaço para falar da atenção especial que ela me deu. Simpática como sempre, ficou o tempo todo comigo.

Marrom cantou as melhores músicas de seu repertório. Em um certo momento, chamou todas as mulheres de sua produção à frente do palco e cantou “Estrela Luminosa”, dedicando também à todas as mães presentes.

E quando tudo já parecia maravilhoso, Alcione ainda acena com as músicas inéditas do seu novo álbum: “Vou Pra Lapa”, “Acesa”, e uma linda canção cujo nome não guardei, mas que fala de “pegada” - e a performance dela foi ótima. Os acordes de Alvinho trouxeram a bela “Você Me Vira a Cabeça” e o povo todo cantou junto com ela. Ainda teve “Entidade”, “Garoto Maroto”, “Gostoso Veneno”, “Não Deixe o Samba Morrer”, e para encerrar com chave de ouro, “Obrigada”.

Alcione foi deixando o centro do palco. Pedi para tirar uma foto e ela concordou na hora. Solange ainda me presenteou com alguns segundos a mais abraçadinho à Marrom, enquanto religava a máquina digital que desligou sem querer. Ousei pedir a toalhinha dela e ela me orientou que pegasse com a Vera, pois havia deixado na mesinha no palco. Nada demais, apenas uma pequeno pretexto para me relembrar desses instantes felizes que, na verdade, nunca esquecerei.
Este é o terceiro show da Alcione que assisto, e posso dizer com folga que foi o melhor de todos! Ela estava muito animada e o povo que era grande retribuía à altura.

Que noite feliz passei ao lado da minha Marrom! Salve Marrom! Salve a Dama do Samba!

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