Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


16 julho, 2009

Gil visita o fã e colaborador Reginaldo Leite, de Campina Grande, Paraíba.

Foi em um show que os dois se conheceram. O show nem era da Marrom, mas conversa vai, conversa vem, eles descobriram que tinham a paixão por Alcione em comum. Essa semana, Gil foi até a casa de Reginaldo para conhecer especificamente um cantinho dela: um quarto todo dedicado à nossa musa com um acervo riquíssimo que vamos mostrar agora pra vocês.

Gil de Luluta: Como começou seu carinho por Alcione, a Marrom?
Reginaldo: Meu carinho pela Marrom começou quando ela estava fazendo uma participação em um programa do Chico Anísio, na Tv Globo, há mais de vinte anos. Eu nem sabia de quem se tratava, pois não a conhecia e nem conhecia seu trabalho. Tempos depois, ouvindo um programa de rádio aqui em Campina Grande chamado “Postal Sonoro”, conheci a música “Garoto Maroto” (que se tornou um grande sucesso na ocasião). Daí por diante fiquei curioso para saber quem era aquela cantora.

Nessa mesma época, uma vizinha estava se desfazendo de uns vinis antigos e me ofereceu alguns. Quando cheguei na casa dela, me deparei com o disco “Fruto e Raíz” (que era o disco que tinha a música que tocava nas rádios, “Garoto Maroto”). Não pensei duas vezes e fiz negócio com minha vizinha, que logo em seguida me vendeu mais um vinil chamado “Fogo da Vida” (de 1985). Daí por diante meu carinho por Alcione apenas cresce.

Gil de Luluta: Como foi seu primeiro encontro com a Marrom?
Reginaldo: Meu primeiro show foi em novembro de 1991, na praia de Tambaú, em João Pessoa, capital paraibana. Nesse show, eu não consegui dar-lhe um abraço e dizer o quanto a admirava, mas saí de lá com um lenço que ela jogou pra mim.

Depois disso, só consegui ir a um show dela no lançamento do cd “Tempo de Guarnicê”, em 1996, na cidade de Natal, RN. Tive o prazer de ser convidado pela irmã da Alcione, Maria Helena, para seguir com eles até o aeroporto, onde embarcariam para Fortaleza para mais um show. Chegando lá, fui apresentado para Alcione. Ela me tratou muito bem, me deu autógrafos e, em reconhecimento ao meu carinho por ela, me convidou pra ir com eles para o show em Fortaleza. Foi lamentável eu não ter aceito o convite, pois precisava trabalhar no outro dia. Apesar de tudo, estava muito feliz, foi um encontro que nunca esqueci. Já tiveram outros muitos, acho que uns dez. Em um desses, além de jantar com a diva, tive a honra de viajar com ela e todos os seus músicos de Natal para Mossoró, no estado potiguar, para assistir um show.

Gil de Luluta: É verdade que a Alcione já lhe dedicou uma música em um programa de tv?
Reginaldo: Sim! Sinto-me honrado em ter recebido essa dedicatória. Foi no programa de Olga Bongiovanni, transmitido ao vivo em rede nacional pela Band. Alcione estava lançando o cd “Nos Bares da Vida”. Liguei para o programa e pedi que transmitissem a ela que o fã Reginaldo, de Campina Grande, estava assistindo o programa e lhe mandava um forte abraço. Para minha surpresa, ela retribuiu me dedicando a última música do programa, “Não Me Diga Adeus”.

Gil de Luluta: Você tem esse quarto na sua casa exclusivo pras coisas da Marrom. Como foi pra conseguir tantos posters e materiais?
Reginaldo: Gil, aqui nesse quarto tem muitos anos de pesquisa sobre a carreira da Marrom. Alguns tirei de revistas, outros ganhei de amigos, outros comprei em outros estados (muitos, por sinal) e tem um, o “Ao Vivo 2”, que ganhei como presente da própria Alcione, autografado por ela. Meu esforço para ir vê-la onde ela se apresenta é retribuido através do carinho e da lembrança em fotos, autógrafos (23 ao todo), toalhinhas e etc.

Gil de Luluta: Qual foi o item de coleção mais raro que você já conseguiu?
Reginaldo: Acho que foi o “batom das estrelas”. Ela e muitas artistas faziam a propaganda. Deu muito trabalho conseguir. Eu sabia que existia e não encontrava em lugar nenhum.

Gil de Luluta: Na sua opinião, qual o melhor disco da Alcione? Por quê?
Reginaldo: Eu gosto de todos, mas o que me chama mais atenção é o “Nosso Nome: Resistência”. Isso porque na época ele fez muito sucesso e pra que eu conseguisse compra-lo tive de fazer uma cotinha entre irmãos e amigos, pois eu não tinha dinheiro suficiente.

Gil de Luluta: E, hoje, quantos cds (entre discos de carreira e coletâneas) você tem da Marrom e quantos vinis?
Reginaldo: Tenho por volta de 60 cds. Vinis eu tenho desde o “A Voz do Samba” até o último lançado, que é o “Profissão Cantora”, sem contar os de outros cantores e coletâneas em que ela fez participações. Juntando todos resulta em aproximadamente 100 discos de vinil, não incluindo os compactos.

Gil de Luluta: Bom, Reginaldo, quero te agradecer em nome do nosso Blog Morena Forrozera do Cangote Suado, desejando a você as boas vindas a essa “Família Marrom” e também pedindo pra que você mande um recado para nossa galera e para Alcione.
Reginaldo: Quero agradecer a todos e a você, Gil, pela oportunidade que me deram de estar aqui, falando um pouco de minha história com Alcione. Para Marrom, eu quero dizer que estou com saudades. Estamos ansiosos para resolver se vamos ou não para o show do dia 14 de agosto em Recife. Espero muito que sim, pois não vejo a hora de revê-la. Um grande abraço para todos deste Blog e um beijo grande para Alcione e toda sua produção. Fiquem com Deus.

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