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Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


25 agosto, 2009

Com novo trabalho, cantora admite que quer despertar as paixões nas pessoas.

Fonte: O Dia

Ainda moça no Maranhão, a cantora Alcione se zangava quando a chamavam de acesa. “Quando queria ir muito numa festa, minha mãe dizia: ‘Já está acesa, né?’ E aquilo me deixava muito chateada, porque me achava muito comportada”, relembra ela, rindo do fato de hoje, aos 61 anos, ter a música ‘Acesa’ como título do novo álbum, o 34º de sua carreira.

“Estou mais acesa agora, jovem era tímida. Achava que o amor era coisa do destino. Era romântica, acreditava nos filmes em que o cara vinha montado no cavalo branco e o primeiro que apareceu veio de bicicleta (risos). Fui ficando extrovertida, mas nunca fui namoradeira, nem caçadora”, diz Alcione, que, ao interpretar a canção assinada por Telma Tavares e Roque Ferreira, é bem direta: ‘Só come gostoso se for no meu prato/Só sonha bonito se for no meu cobertor’. “Agora quero mais é ser acesa. Não é só de assanhamento, mas de acender a paixão nas pessoas”.

Tudo sem perder o romantismo, que mesmo tendo reconhecido talento para o samba rasgado, Alcione não abre mão de cantar. “Meu disco não pode ser só de samba ou só música romântica. Meus fãs brigam”, explica-se ela, que ainda aposta em ‘Eternas Madrugadas’ e ‘Eu Não Domino Essa Paixão’ para arrebatar corações judiados. “Quem é que domina uma paixão? Quando vê já era...”, completa.

Para sacudir a poeira também se conta com Alcione. Em ‘Chutando o Balde’, de Nei Lopes, ela mostra seu suingue ao lado de Wilson Simoninha, e em ‘Nair Grande’, canta a mulher que faz história no Bloco dos Arrengueiros, de onde nasceu a Mangueira. “Era uma mulher à frente do seu tempo. Ninguém colocava cabresto em dona Nair Grande. Essa também era acesa...”, diverte-se.


Show novo no Rio será só em dezembro

Alcione vai esperar suas canções do álbum ‘Acesa’ ganharem as rádios para fazer um show completamente novo no Rio. “Eu gosto de afinar a banda, ver as músicas estourarem”, explica ela, sobre a data de lançamento que está longe, marcado para os dias 4,5 e 6 de dezembro, no Canecão.

Antes disso, a cantora faz espetáculo com os clássicos que os fãs bem conhecem na Portuguesa da Ilha, no próximo sábado. E embala no dia 6 de setembro os imigrantes brasileiros em Nova York, durante os festejos do Brazilian Day. Em seguida, vai fazer shows em Moçambique.

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