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Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


12 setembro, 2009

Alcione vai do tango ao samba em novo CD.

Fonte: Gazeta On Line
Por Vitor Graize


O arranjo é de tango, mas não se engane: a voz que surge logo após os acordes iniciais tem o timbre inconfundível de uma das maiores intérpretes de samba da música popular brasileira.

A inovação em "Eu não Domino essa Paixão", primeira faixa de "Acesa", é a prova de que Alcione não está acomodada em seu 34º disco de carreira.

"Esse arranjo foi uma ideia minha. Era uma introdução diferente (cantarola), mais simples. Eu falei ‘vamos dar um acento de tango aí nesse negócio’. O tango é uma música muito romântica também, eu adoro!", afirma a cantora.

Para explicar o nome do álbum, a cantora cita as suas experiências no palco, onde, segundo ela, tudo se transforma. "O palco congrega tudo, todos os sentimentos, todas as luzes, é ali que tudo fica aceso. É um disco para acender a alegria das pessoas, para aquele momento de harmonia que a gente vive no show", diz.

Algumas das faixas explicitam esse lado animado do repertório da sambista. "Eternas Madrugadas" e a faixa-título são ótimos exemplos dos sambas de temática amorosa, que transpiram uma energia sensual pela letra e levada e que marcaram a carreira da sambista.


Compositores

Como sempre faz, Alcione investe em compositores consagrados e novos autores. Há espaço para uma música da lavra do experiente Nei Lopes, "Chutando o Balde", assim como para a dupla Serginho Meriti e Claudino Guimarães, de "Eu Vou pra Lapa".

"O Jair Rodrigues foi quem me apresentou à gravadora dele. Ele me deu essa oportunidade de cantar com ele. O Roberto Menescal também me ajudou. Muitas pessoas me ajudaram e eu não posso fechar essa porta pra ninguém", declara.

De portas abertas para novos compositores, a escolha do repertório é bem generosa. "As músicas chegaram e eu fui separando. E daí tirar 50, depois 35 e depois ter que selecionar as que vão entrar no disco é um sofrimento. Ficam muitas coisas boas guardadas. Eu sempre aproveito as músicas mais tarde. ‘Não Peça pra Ficar’ foi uma dessas, já estava gravada, apenas refiz a voz", lembra.

A cantora também é criteriosa na escolha de convidados. Nesse disco, o Grupo Revelação participa em "O Samba me Chamou" e o cantor Simoninha faz um dueto com Alcione em "Chutando o Balde".

"A minha irmã e produtora falou que imaginava o Simoninha cantando comigo. Então mandei a música e ele adorou. Pedi logo pra ele fazer o arranjo também e ele fez. Eu cantei com o pai dele no Clube dos Artistas, tocamos trompete juntos, o Simoninha era pequeno nessa época. O trabalho dele é muito bacana", afirma.

Para Alcione, a experiência em décadas de carreira se mostra na qualidade vocal. "A gente aprende a cantar, vai aprendendo os macetes, educando a voz, adquirindo recursos e depois também aprendemos a interpretar e vamos ganhando intimidade com a profissão", diz.

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