Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


17 outubro, 2009

Acesa, Alcione botou São Paulo para ferver!

Quem esteve no HSBC Brasil nesta última sexta-feira (16), saiu de lá com uma única certeza: a chama de Alcione está muito longe de se apagar. Aos 37 anos de carreira, com um talento irreparável e uma voz cada vez mais quente, ela apresentou para o público que lotou a casa de shows da rua Bragança Paulista, seu mais recente trabalho, o cd Alcione Acesa.

"Mangueira é mãe" abriu o espetáculo acompanhada do belo trabalho do corpo de bailarinos da academia de Marcelo Chocolate e Sheila Aquino. A última música de trabalho do disco "De tudo que eu gosto" não deixou entrever as surpresas que a Marrom reservava para seus fãs. E nesta empreitada, "De Teresina a São Luís" veio de quebra para acender a lembrança dos fãs que acompanham Alcione há mais tempo. Em seguida, cantou “Aquele um”, música de Djavan, pouco conhecida pela maioria e que ensejou "Mulher ideal", de Sullivan e Massadas, e “Perdeu, perdeu”, sucesso das rádios de 2007. A veia romântica aflora com elegância, sob aplausos fervorosos do público, na canção de Roberto Carlos, “Sua estupidez”. Gravada pela Marrom para o cd especial em comemoração aos 50 anos do Rei, veio como um presente para todos aqueles que se emocionaram com sua participação no projeto.

Com a platéia devidamente aquecida, Alcione chega mais acesa do que nunca para mostrar o mais recente trabalho. As músicas, escolhidas a dedo, caíram no gosto do público. “Dama da paixão”, do sobrinho Jefferson Jr, arrancou suspiros e gritos eufóricos em versos de amor despudorado. É o que aconteceu também com “Não peça pra ficar”, de Valtinho Jota e Andreia, e “Eu não domino essa paixão”, de Neneo e Paulinho Rezende. “Foi mais um caso de amor, foi solidão o que restou”. Marrom “brilha” em “Eternas madrugadas” como só ela sabe fazer! Nesta altura do show, a receptividade é a melhor possível! O público assiste atento e envolvido.

Alguém lá do fundo grita insistentemente: “Não deixa o samba morrer!”. A música que colocou nossa cantora nas paradas de sucesso nos anos 70 não entrou no setting list. No entanto, para não restar nenhuma dúvida, para que ninguém esqueça que no que depender dela, o samba sempre terá seu lugar de destaque, é que Marrom relembra “Pintura sem arte”, do mestre Candeia. Nestes momentos é que a gente entende o porquê Alcione é a Rainha do Samba. Depois, para alegria do público, e sem nunca perder a majestade, canta “A loba” e “Faz uma loucura por mim”.

Alcione sai para trocar de roupa, enquanto Lázaro sola no trompete. “Eu vou pra Lapa” ganha uma introdução linda, acompanhada de uma coreografia à altura. Entra ela, a “dama da noite”. Chuta o balde em canção de Nei Lopes e, como quem sabe de fato todo o truque, canta “Acesa”, a música de trabalho do cd homônimo. A temperatura sobe com um gostinho de “Beijo roubado” - homenagem à Angela Maria – e eclode na exaltação da mulher independente, autêntica e que não tem medo de tomar iniciativa. O bom sotaque do nordeste se miscigena com o romantismo, com o samba e, pasmem, até com o rock! Saudando Rita Lee, a Marrom larga de lado seus tamborins e detona no mais autêntico rock paulista, em um pout-pourri que trouxe “Pagu”, “Bem me quer” e “Todas as mulheres do mundo”. Ela tem esse poder!

A “Influência do jazz” no samba da Marrom só acrescentou na qualidade do gênero musical tipicamente carioca. Deixemos o jazz na medida que ele está, que está bom demais, e exaltemos a cidade onde ele nasceu. O bom pagode, cantado pela nova geração do samba esteve presente no medley "Timidez"/"Telegrama"/"Valeu demais" e é a cara do “Rio antigo”, sede dos jogos olímpicos de 2016. Cidade maravilhosa que acolheu nossa Marrom. O show termina. Alguns conferem o relógio naquela impressão de que o tempo passou sem que pudessem notar! A gente sempre quer mais! E Alcione volta para cantar “Você me vira a cabeça”. Um espetáculo maravilhoso! A turnê "Acesa" começou incendiando! Calorosa e vibrante!


Alcione e Joelma
Elias e Alcione
Maria do Carmo, Alcione, Sandrinha e Sonia
Elias, Maria Helena e Joelma
Joelma e Janderson

Vera e Carlos Fernando

Joelma e Claudinha
Vera e Joelma
Sonia, Carlos Fernando, Sandrinha e Joelma
A turma do blog prestigiou o lançamento da turnê "Acesa"
Academia de Dança Marcelo Chocolate e Sheila Aquino

Um comentário:

  1. Lindamente está ai mais um lindo espetaculo da nossa Deusa marrom.
    E ver amigos tão queridos marcando presença e sempre divulgando e amando nossa linda Alcione, confortam um pouco a saudade.
    Um ano de muito sucesso ,pois swol q estréia em sampa ,o Brasil abraça e muito bem.
    Joelma lindinha,jander,carlos kibe ,vicente,rogerio,nossa valeu pela existencia de vcs.
    bjão Douglas
    bjs

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