Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


02 outubro, 2009

Alcione e Neguinho da Beija-Flor no Bar Passatempo, em SP.


Por Carlos Fernando Marão

O frio que fez na noite desta última quarta-feira (30) não afugentou os 80 privilegiados que compraram ingressos para ver o show de Alcione e Neguinho da Beija-Flor no Bar Passatempo, Itaim Bibi, em São Paulo. A casa, aconchegante e requintada, é dirigida pela querida Lilia Klabin que sabe como ninguém receber seus convidados.

Antes de brilharem as estrelas da noite, uma rápida “sessão nostalgia” com Soca (secretário de Alcione há mais de 30 anos) e Maria Helena (irmã e backing vocal da nossa cantora) relembrando, acompanhados do violão de Alvinho, grandes sucessos do passado, indo de Lupicínio Rodrigues à Ângela Maria. Nas seletas mesas do local, se destacavam as presenças de Tobias, presidente da Escola de Samba paulista Vai-Vai, e da promoter baiana Lícia Fabio.

Alcione e Neguinho foram apresentados pela anfitriã da casa e já abriram a noite com chave de ouro, dividindo os vocais em “Não Deixe O Samba Morrer”. Neguinho seguiu sozinho, relembrando grandes sambas como “Negra Ângela”, “Trem das Onze” e sambas-enredo da Beija-Flor, Vai-Vai e Gaviões da Fiel. E, por último, cantou uma “música” que está fazendo o maior sucesso nos bailes funks do Rio, cuja letra, quase toda, é formada apenas pela palavra “mulher”.

Aproveitando a deixa, Alcione, sempre bem humorada, entrou no palco cantando a tal música. Era a vez dela! “Não Pense Em Mim”, “Poder da Criação”, “Meu Ébano”, “Meu Vicio É Você”, “Gostoso Veneno”, “Mel Na Boca” e duas músicas do playlist de “Acesa”: a faixa-título e “Não Me Peça Pra Ficar”.

Depois dos números individuais, os dois voltaram juntos ao palco para relembrar outros grandes sambas da Beija-Flor e também da Mangueira. Ao final, sob gritos de “mais um” e “por que parou? parou por quê?”, retornaram cantando “Aquarela Brasileira”, samba-enredo do Império Serrano de 1964!


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