Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


20 novembro, 2009

Dia 20 de Novembro: dia da consciência negra!



Viva o negro que fez tanto pela cultura, pelo esporte e pela música. Um povo tão igual aos outros, mas ao mesmo tempo tão diferente, tão único. Valorizado por alguns, menosprezado por outros. Viva o negro que sofre com o preconceito, pois é com essa dor que ele cria coisas maravilhosas, novos ritmos, novas fórmulas, provando o seu valor, mas sem se vender. E o melhor: sempre com a alegria no rosto e um sorriso verdadeiro. Negro é sinônimo de beleza, de atitude, de humildade e criatividade.

Viva o negro do subúrbio, que nasceu com um dom singular, e sem escrever uma nota antes de qualquer show, apoderou-se apenas da sua criatividade e criou algo chamado Jazz. Coltrane, Miles Davis, Chet Baker, Louis Armstrong. Viva o negro insatisfeito, corajoso, que teve a cara de pau de reinventar o Jazz. Tony Williams, Herbie Hancock. Viva o negro dos contra-tempos, das décimas terceiras, sétimas, sustenidos.

Viva o negro da técnica apurada, estudioso, mestre na guitarra Les Paul. O negro que tantas vezes encantou com as melodias do Blues, com o seu lado triste e sua eterna solidão. Encantou também com sua paixão exagerada e inconsequente, criador de riffs marcantes e distorções agressivas. B. B. King, Jimi Hendrix, T-Bone Walker.

Viva o negro escritor, que por meio de suas letras e seu reggae alcançou povos, multidões e outras raças. Esse negro, de família pobre e humilhada, de um país esquecido pelo resto do mundo e hoje é o símbolo de uma nação, aliás, símbolo de um movimento, um pensamento que se mantém vivo até hoje.

Viva o negro que respira ritmo e swing. O negro do funk, do pop e outros ritmos dançantes, responsáveis pela sua balada. O negro que por tantas vezes encantou outros negros e diversos brancos com o seu carnaval, seja na rua ou na avenida. O negro que paga para desfilar, para ter e realizar a sua fantasia. Viva o negro do esporte, que honra sua camisa e é imortalizado com gols de placa e títulos inesquecíveis. O negro que desafiou um império sanguinário com um simples salto. Viva o negro do samba, da bossa nova, o negro do MPB. Viva Vinicius de Morais, o branco mais negro do Brasil, Gilberto Gil, Jorge Aragão, Alcione.Viva o negro que fez tanto pela cultura, pelo esporte e pela música. Viva o negro que ainda vai fazer muito mais.

(Fernando Segredo)

Um comentário:

  1. Parabéns pelo artigo publicado. É maravilhoso ver desfilar por todos os cantos do mundo o dom dos negros.
    Parabéns ao blog Morena Forrozera por ser tão atualizado e consciente.
    Um abraço carinhoso de quem os acompanha diariamente. Cláudia/ Avaré.

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