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Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!

09 abril, 2010

Dvd Alcione Acesa: uma declaração de amor correspondida.

“E tudo então se faz canção... as cordas de um violão
nas mãos de um poeta lá no Tocantins (...)”

Foi assim, no embalo dos versos de Carlinhos Veloz, seguindo o mote de um rio que tanto encanta quanto inspira, que Alcione invadiu a sua amada São Luís, coberta pelas cores e pelos sons de Acesa. A cidade em peso estava lá para prestigiar a sua filha mais querida e comungar deste que era um sonho antigo de Alcione: gravar um Dvd em sua terra natal, celebrando o dom que Deus lhe deu com ninguém menos que sua gente! Nem mesmo os moradores da cidade lembravam de ter visto a Praça Maria Aragão tão lotada! Foi uma retribuição desmedida de carinho! E os quarenta minutos de atraso só serviram para esquentar ainda mais o público, que esperava ansioso pelo show, desde que se iniciaram os preparativos no início do mês.


Alcione abriu o espetáculo prestando a devida homenagem ao lugar que nunca deixou de ser sua casa. Enquanto recitava um poema em exaltação a sua terra, foi entrando no palco o Coral São João, com quem entoou “Louvação a São Luís”, de Bandeira Tribuzzi.



Como um rio que toca a água, Marrom tocou emoção... e inundou. Houve espaço para os antigos sucessos que foram cantados em coro pelos mais de 50 mil conterrâneos presentes: “De Teresina a São Luís”, “Meu ébano”, “A loba”, “Fla x flu”, “Faz uma loucura por mim”, “Pintura sem arte”, “Gostoso veneno”, “Resumo”, “A dor que me visita”, “Mangueira é mãe” (com performance dos bailarinos da Academia de Dança de Marcelo Chocolate e Sheila Aquino) e “Mulher ideal”.



Do cd “Acesa”, a faixa-título, “Dama da paixão”, “Eternas madrugadas” (que deu um pouco de trabalho, tendo de ser refeita mais de uma vez), “Eu vou pra Lapa” (com participação do balé carioca), “Eu não domino essa paixão”, “O sono dos justos” , “Imperador Tocantins”, “Chutando o balde” ( com Simoninha – que precisou ser refeita por problemas técnicos na iluminação) e “O samba me chamou” ( com Revelação). O grupo de samba do Rio ainda deu uma canja para o público e cantou três músicas do seu repertório: “Velocidade da luz”, “Sina” e “Tá escrito”.


Alcione, que sempre leva o Maranhão consigo para onde quer que vá, estava visivelmente orgulhosa e feliz. Com o conterrâneo Humberto do Maracanã cantou “A coroa”; e com Bicho Terra, “Fogo de amor” e “Eu sou o bicho”. “Influência do jazz” trouxe a Marrom no trompete homenageando seu pai, o maestro João Carlos, que foi sua primeira referência na música. Também lembrou a época em que cantava no chuveiro, ainda em São Luís, e homenageou Angela Maria com “Beijo roubado” e Rita Lee com o medley “Pagu”/“Bem me quer” /“Todas as mulheres do mundo”, como estava previsto no roteiro do show Acesa. E como sempre faz, cantou para prestigiar a nova geração do samba, através do medley “Valeu demais”/”Timidez”/”Telegrama”.

Marrom não deixou de agradecer aos patrocinadores: Supermercados Mateus, Café Santa Clara, Brahma, Cemar e Governo do Maranhão. No final, como é comum acontecer em shows que ganharão um registro audiovisual, ela precisou voltar para refazer algumas músicas: “O sono dos justos”, “Eternas madrugadas” e “De Teresina a São Luís”. A gravação, que terminou por volta da meia hora da quinta-feira (8), deixou uma certeza. Mais do que um simples show, o que aconteceu na noite desta quarta-feira foi uma declaração de amor correspondida.

2 comentários:

  1. Parabens a Marrom.
    Foi uma honra ter sua voz nos meus versos.

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  2. Sou pesquisador musical e preciso muito da ajuda de vocês... Poderiam me dizer quem são os compositores das canções:

    -Boi de Maracanã
    -Fogo do Amor
    -Eu Sou O Bicho

    Conto com a compreensão e ajuda de vocês nesse meu trabalho. Não consegui essa informação em nenhum site da net. :-(

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