Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!

01 junho, 2010

"Minha vida é um show / E o roteiro foi Deus quem traçou...

...Obrigada!" Uma só palavra. Uma simples palavra assim já seria suficiente para resumir os dois shows que Alcione fez em Porto Alegre neste último domingo (30). Quando Clarissa Colares, do jornal Diário de Canoas, me perguntou na semana passada o que me leva a gostar tanto de Alcione, respondi que é difícil explicar o porquê. Quando gostamos muito de alguém, podemos buscar os mais diversos argumentos, mas é tarefa complicada justificar. Entretanto, acredito que existam duas coisa que realmente fazem a diferença nessa paixão que não cansamos de nutrir. Uma delas é sentir o carinho retribuído por Alcione da maneira mais amorosa que pode existir. A outra, a possibilidade de ter conhecido através dela um grupo de amigos que se tornaram praticamente irmãos, filhos adotivos deste amor em comum.

Por ocasião do show em Porto Alegre, tive o prazer de receber em minha casa dois destes grandes amigos. Elias, de Santos-SP, chegou na sexta-feira; enquanto Bruno, que veio de Lauro de Freitas-BA, aterrissou em solo gaúcho no sábado. Conversamos com tempo de sobra. Conversamos com o tempo do olhar e o tempo do abraço. Tudo transcorreu maravilhosamente bem. Até a chuva, que estava prevista para o final de semana e que teima em acompanhar Alcione nos shows daqui, deu uma trégua.
O sucesso com o público gaúcho fez lotar o show que estava previsto para as 20hs. Isso foi ótimo! E melhor ainda foi a notícia de um show extra às 17 hs. Lógico que estaríamos lá! Eu, Elias, Bruno, Renan e Daniel trocamos com Vera os ingressos de lugares menos privilegiados para ficarmos mais pertinho da nossa Marrom. (O que seria da gente sem Veraço???) Quando entramos no teatro, antes mesmo de conseguirmos nos acomodar, já ouvíamos nossa cantora nos dando as boas-vindas no melhor estilo gaúcho. Vestida com uma túnica pintada à mão por uma amiga desta terra (que estava inclusive na platéia), com o Laçador estampado à frente e nas cores do meu Rio Grande do Sul, Marrom entoou o “Canto Alegretense” para arrebatar já de começo o coração dos presentes.

O primeiro show foi para um público menor, mas nem por isso menos “aceso”. Aliás, a meu ver, foi platéia mais calorosa que a platéia da segunda sessão. “Alcione, eu já posso morrer agora!”, gritou uma senhora na galeria alta. “Não faz isso, não! Não quero ninguém morrendo aqui!”, brincou Alcione. Ela retribuiu a todas as demonstrações de carinho, agradecendo e dando atenção à platéia. Cantou antigos e novos sucessos e surpreendeu ao trazer “Mais um barco”, música do cd “Faz uma loucura por mim”, que recentemente cantou em território moçambicano. Música linda, que emociona demais. Foi o que sobrou tanto no primeiro quanto no segundo show: emoção!

Terminada a primeira apresentação, pausa para um lanche. Conversamos e comentamos o show enquanto crescia a expectativa para o próximo espetáculo e o encontro com a Marrom. Às 20hs em ponto, já com a Dani (que veio para o segundo show), estávamos a postos na primeira fila do teatro. Assistir nossa cantora frente à frente, a alguns passos apenas, nos deu a impressão de que ela estava ali para cantar só para a gente. Foi maravilhoso ouvi-la cantar olhando direto nos nossos olhos! Alcione reconheceu Renan na platéia depois de algumas músicas. “Quase não reconheci você!”. Elogiou a aparência de nosso amigo, que aproveitou a oportunidade para pedir Alcione em casamento. Ela pediu uma cadeira para sentar, pois, segundo ela, um pedido destes não poderia ficar sem resposta. Disse a ela que ele queria ser o próximo a urinar nos seus pés. Alcione riu muito. Comentou que o público não conhecia essa história e aproveitou para contá-la. Mandou o recado para Renan com aquela tirada que é a cara dela: “meu corpo não está no pacote!”.

“Encontro marcado”, de Altay Veloso, foi um dos pontos altos do show, sem contar a performance em “Beijo roubado” e no pout-pourri que homenageou Rita Lee. Maria Sem Vergonha do nosso jardim! Se Rita diz que toda mulher é meio Leila Diniz, eu acho e afirmo: toda mulher é meio Alcione. Afinal, ninguém canta a alma feminina tão verdadeiramente e sem pudores quanto ela.

Todos cantaram juntos em “Meu ébano”, “A loba” e “Faz uma loucura por mim”. “Eu não domino essa paixão” foi a música que representou o cd “Acesa”. Alcione ainda atendeu ao pedido de uma fã e cantou “Nem morta”. Para terminar, ao contrário do primeiro show que foi encerrado ao som de “Não deixe o samba morrer”, Marrom cantou “Obrigada”. Fim de show, mas não para a gente!

A infra-estrutura no Teatro do Bourbon Country nos colocou para correr. Isso mesmo! Mas o que não fazemos para estar alguns minutos com a Marrom? Depois de percorrer o shopping em busca da entrada do camarim, fomos avisados de que teríamos de entrar pelo palco mesmo. Mais uma vez, Vera nos dando a acessoria necessária. Além da necessária, eu diria. Chegamos! Clarissa, do Diário de Canoas estava lá. Parece que deve sair alguma coisa sobre o show e este encontro com a Marrom.
Demos aquele abraço na produção: Vera, Claudinha, Soca, Maria Helena, Alexandre (na foto com Daniel e Bruno), Penco, entre eles. Bimbão, responsável por aquela iluminação que é um show a parte, pode conferir na nossa máquina do que ele é capaz! Todos sabemos que ele sempre capricha, mas, desta vez, ele arrasou. As fotos mais a seguir dizem tudo!



Então, sentamos um pouco para falar com Alcione. Ela falou orgulhosa da sua participação no Arraial de Gilberto Gil e já foi mostrando as fotos de sua própria máquina digital, onde pudemos ver uma Quinta da Boa Vista lotada. A bagunça foi tanta que já íamos levando a máquina dela com a gente. Precisou Claudinha vir atrás para recuperá-la! Elias presenteou nossa cantora com uma blusa bordada; Renan lhe deu um par de brincos e um pingente; Bruno levou a miudin da Marrom e eu entreguei uma caneca do Morena Forrozera em nome de todos os membros do nosso blog.




Depois do show, saímos para festejar o encontro em uma casa de samba da cidade e fazer novos planos, afinal, o lançamento do Dvd Acesa está agendado para os dias 12 e 13 de agosto, no Vivo Rio. Como Maria Helena disse, somos meio “japoneses”, adoramos viajar. E nossa vida também é um show... um após o outro. Então... o Rio de Janeiro que nos espere! "Obrigada, meu Deus!"

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