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Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


08 agosto, 2010

Alcione participou de ato em comemoração aos 4 anos da Lei Maria da Penha.

Ontem, dia 7, comemorou-se 4 anos de existência da Lei Maria da Penha. Para enfatizar a importância desta conquista no que diz respeito aos direitos da mulher, foi realizado, no Canecão, Rio de Janeiro, um ato suprapartidário exigindo o pleno cumprimento da Lei. O evento foi organizado pelo Movimento das Mulheres e reuniu representantes de vários partidos políticos.

Maria da Penha veio de Fortaleza especialmente para prestigiar o encontro. Aplaudida de pé, em um momento de muita emoção, Maria da Penha narrou sua luta para punir o agressor, seu então marido e pai de suas três filhas. Ela sofreu duas tentativas de assassinato dentro da própria casa. Sobreviveu, mas ficou paraplégica e hoje depende de cadeira de rodas. Por 20 anos, denunciou o caso e buscou ajuda dos governos, mas isso só ocorreu com Lula. “Foi o único a criar um Ministério para as mulheres e a Lei foi, então, sancionada”, disse Maria da Penha, ressaltando que a promulgação por unanimidade só ocorreu porque a legislação foi relatada por quem conhecia a fundo a questão. “Jandira estudou e trabalhou muito. Essa lei não precisa ser mudada, mas aplicada. Não veio para punir os homens, mas para prevenir a violência doméstica”.

A cantora Alcione (na foto ao lado com a candidata à deputada federal Jandira Feghali) deu um show à parte. Sua música foi repetida por centenas de mulheres: “Comigo não, violão/na cara que mamãe beijou, ‘Zé Ruela’ nenhum bota a mão./Se tentar me bater vai se arrepender/Eu tenho cabelo na venta/Sou brasileira, guerreira/Não tô de bobeira/Não pague pra ver/Porque vai ficar quente a chapa/Você não vai ter sossego na vida, seu moço/Se me der um tapa/Da dona ‘Maria da Penha’/Você não escapa/O bicho pegou, não tem mais a banca/De dar cesta básica, amor/Vacilou, tá na tranca”. “Marrom” disse: “A Lei está ai, só precisa ser cumprida”.
Fonte: Jandira Feghali

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