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Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


10 agosto, 2010

Alcione canta em novo CD suas paixões e seus desamores e grava DVD em sua terra natal.

Fonte: O Dia On Line
Por Sara Paixão

Rio - Depois de três casamentos, Alcione está solteira, mas canta como poucos os sabores e dissabores da paixão. “Meus relacionamentos todos duraram bem. Quando alguém passou o carro na frente dos bois, dei uma trava. Mas sofri dilaceradamente, tive amor impossível. Homem comprometido, procuro não me apaixonar”, revela ela, que garante estar vacinada contra os canalhas. “Mulher tem mania de se apaixonar por homem safado, que tem a tal da pegada. Mas dessa água não beberei. Homem safado, para mim, hoje vem com legenda”, conta, dando risada.

Essa segurança no amor, Alcione passa em ‘Acesa’, música- título do novo DVD, que ela lança junto com o CD ‘O Samba Raro de Alcione — Sabiá Marrom”, com shows quinta e sexta-feira no Vivo Rio. “Uma Alcione é a do início da carreira e a outra é mais madura. O disco não é espelho da minha vida, mas tem músicas que são a minha cara, como ‘Acesa’. Gosto dessa coisa que a letra fala de ‘dar um bote certeiro’, de dizer ao homem que ele ‘só come gostoso se for no meu prato’”, confessa a cantora.

A gravação do DVD em um show no Maranhão fez a Marrom relembrar a jovem de 20 anos que trocou São Luiz pelo Rio de Janeiro em 1968. “Quando cheguei aqui, era virgem. E quando ouvia uma menina novinha falar que não era virgem, achava que ela ia ficar malfalada. Tinha muita vergonha, não era aberta para papo”, conta a cantora, que ainda estranhou outros costumes locais. “Às dez da noite, meu pai botava todo mundo para dentro de casa para dormir. E, aqui no Rio, onze da noite era quando o pessoal começava a sair de casa. Achava isso tão estranho”, ri.

Estranhezas superadas, Alcione completa no ano que vem quatro décadas de carreira. “Sou uma vencedora. Minha família era pobre, vim pra cá e subi degrau por degrau. Foi importante chegar onde cheguei sem perder a dignidade”, festeja.

O projeto realizado em São Luiz, em abril deste ano, concretizou um sonho antigo da cantora de gravar na terra natal. “Devia isso para mim e para os maranhenses. Diante do público de 60 mil pessoas, pensei: ‘O Maracanã está em dia de Fla x Flu e eu vou correr pro abraço da torcida.’ Foi muito emocionante”, diz ela, que no show, interpreta sucessos como ‘Loba’, canta ao lado dos convidados do CD, como Revelação e Wilson Simoninha, e dos grupos locais Bumba Meu Boi do Maracanã e Bicho Terra.

Só uma coisa poderia atrapalhar a felicidade da cantora: a chuva que caía há três dias em São Luiz. Por isso, no dia da gravação, Alcione rogou a todas as forças da natureza para que o temporal parasse. “Pedi muito ao Preto Velho, ao meu Deus com muita fé: ‘Eu só quero fazer o DVD na minha terra com um céu sem chuva e com um pouquinho de estrela”, lembra. O aguaceiro parou na hora do show e só voltou a cair quando a Marrom botou os pés no camarim. “Tem santo de casa que não faz milagre, mas eu faço”, diverte-se.

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