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Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!

02 abril, 2011

Marrom tem branco?

Óh o cara aí!!! Selecionou um trecho do vídeo referente à participação de Alcione do Dvd de José Augusto, datado de 2007, para salientar um possível "branco" da Marrom. Epa, epa, epaaaaa!!! Lembro de uma entrevista de nossa cantora em que ela dizia que quando foi chamada para gravar seu primeiro Lp, seu então produtor, Roberto Menescal, lhe disse que uma coisa era cantar na noite e outra, bem difenrente, era gravar um disco. Pois quem se forjou na noite, como é o exemplo de nossa cantora e, muito mais que isso, quem tem o ziriguidum na alma, mergulha na música, viaja nas notas, canta suingando, sem medo nenhum de ser feliz. Em um disco é diferente: o consumidor precisa entender o que o cantor canta. Pois este vídeo é um ótimo exemplo de como um talento e um estilo podem ser bem maiores do que o rigor das exigências de um mercado fonográfico. (Menescal que nos perdoe!) Alcione tem uma bossa só dela, uma banda cheia de sopros, uma - digamos - "influência do jazz". Em quase 40 anos de carreira, construiu e firmou seu próprio jeito de fazer música. E tudo isso é o que faz da sua música um gênero único, próprio e inconfundível. Mas ela também não está livre de ter seus "brancos". Quem disse que está? O fato é que os "brancos" da nossa Marrom são o que de melhor há! Um "branco" todo, todo! Um "branco" cheio de borogodô, com calos nos lábios e sem dever nada à ninguém. E isso tudo, sem mais, explica muito bem aquela carinha do José Augusto! Marrom tem muito o que ensinar! E enquanto isso, a gente, que não é nada bobo, se deleita!

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