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Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


04 agosto, 2011

Elymar Santos exalta o talento de Alcione em show histórico



Fonte: O Dia On Line
Elymar Santos escreveu mais um belo capítulo de sua trajetória, no último sábado, quando diante de um Vivo Rio lotado, celebrou os 40 anos de carreira de Alcione com o show 'Elymar canta Marrom', que vai virar CD e DVD. Acostumado a reverenciar grandes nomes da MPB, o anfitrião fez questão de colocar a cantora do mesmo patamar de Dalva de Oliveira, Angela Maria , Elis Regina e Núbia Lafayette. "Todas elas cantam com paixão e visceralmente", disse.

Em seguida, começou a desfilar sucessos da artista maranhense como 'Além da Cama', 'Gostoso Veneno' e 'Qualquer Dia Desses'. A ligação de Alcione com Clara Nunes também foi lembrada na abertura na música 'Um Ser de Luz'.

Eufórico, Elymar fez dueto com a grande homenageada da noite - que ainda recebeu uma placa da diretoria da Liesa - na canção 'Minha Culpa, Sua Culpa', já gravada pelos dois em 1993, no CD 'Vida de Cigano'. Depois, o cantor deixou o palco e Marrom brindou o público com as clássicas 'Nem Morta' e 'Garoto Maroto'.

'Faz uma Loucura por Mim' em ritmo de tango
Outro grande momento da noite foi a participação de Marcel Powell, que acompanhou Elymar em 'Estranha Loucura'. O arranjo de tango para 'Faz uma Loucura por Mim' também empolgou, assim como a presença do saxofonista Caio Mesquita. Mesmo efeito teve a apresentação de Carlinhos do Salgueiro e seu grupo, que reviveram Madame Satã, num número que incendiou a plateia na música 'Eu Vou pra Lapa'.

Apesar da intensa maratona musical, mais de três horas de meia de show, o que é normal em se tratando de Elymar, o que se viu foi um show de profissionalismo, que podia ser notado desde a concepção do cenário, passando pela iluminação e chegando ao trabalho dos músicos sob a direção de Jorge Cardoso. "Gastei muito para fazer isso aqui", brincou Elymar.

Mangueira e Imperatriz no palco
No fim, a bateria da Mangueira e os integrantes da Imperatriz Leopoldinense (escola de Elymar) encerraram com brilho a apresentação, que foi aplaudida por fãs ilustres como Gloria Perez, Lucinha Araújo, Flora Gil, Haroldo Costa e Ricardo Cravo Albin. A festa promovida por Elymar era para Alcione, mas quem ganhou o presente foi o público.

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