Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


01 novembro, 2011

Nosso amigo Fabio, de São Paulo, fala sobre o show no HSBC

O show foi lindo. E pra não dizer que é coisa de fã, convidei um amigo para ir comigo. Ele gosta da Marrom, mas é fã da Virgínia Rosa (é uma cantora daqui de Sampa. Ela é muito talentosa e fez recentemente um disco dedicado ao Monsueto). Então, apesar de ser fã da Virgínia, ele amou o show. Comprou disco e tudo no final. E fez um comentário que nós que amamos Alcione e acompanhamos os seus shows estamos cansados de saber: não dá pra ter noção do que é aquela VOZ ouvindo apenas os seus registros em discos, tv ou dvd. Ele ainda ficou impressionado com o fato de ela cantar no final acompanhada pela bateria da Mangueira e com o seus músicos sem ter a voz encoberta pelos instrumentos. Ela é demais, né?

Pra falar a verdade, eu sempre fico precupado com a Marrom quando ela vem fazer show em Sampa, porque eu sei que ela é bastante alérgica e ela mesma já disse que sofre muito com ar daqui. Lembro-me de um show que ela fez no extinto Palladium (1991, se não me engano) que foi feito no sacrifício. Aliás, eu fiquei muito impressionado nesse dia porque ela mal conseguia falar devido à falta de ar, mas cantou lindamente. Grande prova de profissionalismo. Sempre mando vibrações para que ela esteja bem na hora do show quando vem para cá. E na sexta, sua voz estava especialmente plena. Agradeci muito. Vibro muito por ela nessas ocasiões.

A plateia presente estava bastante animada. Havia um pessoal próximo ao banheiro masculino que não dava sossego pra negona. Foi uma gritaria só. Foi um tal de pedir música e fazer chamego que não parava mais. Era um tal de pedir "Sufoco", "Estranha Loucura", "Nem Morta" que a negona acabou deixando de lado algumas músicas do novo trabalho pra atender aos pedidos. Eu sou um fã que anda meio na contramão nesse sentido. Adoro quando a Marrom canta novidades ou revisita suas músicas menos conhecidas. Amei, por exemplo, ouvir depois de tantos anos (1983) a música "Velho Barco", do disco "Almas e Corações". Acho linda essa canção e lamentei o fato de ela não ter cantado a música "Por do Sol" do seu amigo angolano, a exemplo do que ela fez no show do Rio. Aliás, acho que um dia ela deveria regravar "Sabiá Marrom". É linda demais. Merecia um outro registro,  não acham?

Senti falta apenas do momento "um banquinho e um vozeirão". Alcione falou pouco nesse show eu eu adoro quando ela conta aqueles causos hilários que só ela sabe contar.

Há um senhor japonês que há anos (assim como eu, rsrs) acompanha os seus shows. E mais uma vez a presenteou com uma jóia. Eu disse pro meu amigo que pela experiência que eu tinha de assistir aos seus shows desde menino, que isso poderia acontecer, e não é que rolou? Lá estava ele com a esposa de novo. Rimos com a concretização da minha previsão.

Outra coisa: os dvds do "Alerta Geral" deveriam sair pela Globo marcas. Foi um programa de grande sucesso e é um registro importante da história do samba e da música brasileira dos anos 70. A gente podia se juntar (os fãs todos) e entupir o e-mail da Globo com esse pedido, né?

Gostaria muito de um dia poder me sentar com o povo deste blog e falar longamente sobre a nossa negona. Seria um grande prazer. Tenho certeza de que um dia isso ainda vai acontecer. Pensei em rever o show aí em Porto Alegre, mas infelizmente tenho compromisso neste final de semana. Mas um dia dará certo...

Ah! Mais uma vez não fui ao camarim. Quem sabe um dia eu me encoraje e encare essa epifania. Seria maravilhoso compartilhar esse momento com amigos que dividem o mesmo amor por ela.

Grande beijo e um super show pra vocês. Ah! Não paro de ouvir o cd e ver o dvd. Estão lindos.

Fabio.

Um comentário:

  1. Olá Joelma, Fabio e fãs da Marrom.
    Eu sou o Kleber, amigo boquiaberto do Fabio. rs
    Realmente gosto da Virgínia Rosa, mas nesse coração
    sempre tem um lugar pra coisas boas e de “primeira”.
    Fazia tempo que não via algum trabalho da “nossa”
    querida Alcione. Agora me incluo com orgulho
    no grupo de pessoas que a aplaudem de pé,
    pois tudo que o Fabio escreveu sobre minhas
    surpresas é verdade.
    Imaginem que eu cresci num ambiente
    onde quase diariamente ouvia Elis, Clara Nunes,
    Taiguara, Emilio, Originais do Samba
    e também Alcione... porém, como não acompanhei
    a carreira dela me surpreendi, e muito,
    com o repertório extenso e muito bem interpretado.
    Pois sim, fiquei surpreso, virei fã e comecei
    a acompanhar seu blog... até a surpresa
    de ver o texto do Fabio publicado,
    por isso resolvi escrever.
    Por enquanto sou só alguém absorvendo as impressões,
    espero compartilha-las com a mesma propriedade.
    Abração a todos em especial à Marron!

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