Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!

22 março, 2012

Alcione participa do projeto Depoimentos para a Posteridade

A cantora maranhense participa da série “Depoimentos para a posteridade” do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, na quarta-feira (28/03), a partir das 13h30. Na mesa para entrevistar a Marrom, estarão grandes amigos e parceiros da cantora, a começar pelos jornalistas Bernardo Araujo, Diana Aragão, João Pimentel (coordenador da mesa) e Sérgio Cabral, além do professor da UFRJ, locutor e apresentador, Fernando Mansur. O evento gratuito, aberto ao público, será realizado na sede do MIS da Praça XV.
Com uma voz aveludada e de presença carismática, Alcione conquistou o respeito do público e da crítica desde a primeira vez em que pisou num palco, com apenas 12 anos de idade, em São Luis do Maranhão, sua cidade natal. A cantora de 64 anos foi inserida no meio musical desde pequena, graças ao pai policial, João Carlos Dias Nazareth, integrante de uma banda da corporação. Compositor e um eterno apaixonado pelo bumba-meu-boi, folguedo típico da capital maranhense, foi ele quem lhe ensinou a tocar diversos instrumentos de sopro, como o clarinete. Aos 9 anos, Alcione já tocava e cantava em festas de amigos e familiares, e na ‘’Queimação de Palhinha’’, da festa do Divino Espírito Santo.

Formou-se professora primária e lecionou por dois anos, mas continuou a se dedicar à música, se apresentado na TV do Maranhão em 1965 e 1966. Dez anos depois, se mudou para o Rio onde trabalhou na TV Excelsior, ao mesmo tempo em que cantava em boates à noite. Ao vencer duas vezes no programa ‘’A Grande Chance’’, de Flávio Cavalcanti, ganhou notoriedade, tanto que assinou seu primeiro contrato profissional com a TV Excelsior, apresentando ‘’Sendas do Sucesso’’. Após ter feito excursão por países da América do Sul, morou na Europa por dois anos e voltou ao Brasil em 1972. Três anos depois ganhou o primeiro disco de ouro pelo LP “A voz do samba”, no qual tinha seu primeiro grande sucesso, "Não deixe o samba morrer". Além deste, foi consagrada por outras canções, como “Sufoco”, “Gostoso Veneno”, “Garoto Maroto”, “Depois do Prazer”, “Estranha Loucura”, “A Loba”, entre muitas outras.


Depoimentos para a Posteridade


Em 1966, o MIS inaugurou o projeto “Depoimentos para a posteridade”, inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil depoimentos, com quatro mil horas de material gravado em áudio e vídeo de figuras notáveis, como Cartola, Nelson Rodrigues, Tarsila do Amaral, Isaac Karabitchesky, Dona Ivone Lara, Gilberto Braga, entre outros. Vale lembrar que todos os testemunhos ficam à disposição do público nas salas de consulta do MIS. O depoimento da cantora Alcione integrará o acervo em até 48 horas, a contar do término de sua entrevista.

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