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Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!

14 abril, 2012

Alcione revela que foi demitida aos 20 anos, tem nove irmãos bastardos e é amiga dos ex-maridos

Depois que se formou normalista, aos 20 anos, Alcione foi ensinar português no colégio São Luis, na capital maranhense. Um dia, para manter a disciplina na sala, prometeu que se os alunos ficassem calmos, levaria seu trompete e mostraria o que havia aprendido com o pai, professor de música. As crianças se comportaram, e Alcione subiu na mesa para dar seu show. Foi demitida na hora. Essa e outras saborosas histórias foram reveladas pela cantora durante o projeto "Depoimentos para a posteridade" do Museu da Imagem e do Som. Confira aqui outros destaques da entrevista de quase três horas dada pela Marrom.

Os 18 irmãos — "Nós éramos nove irmãos, filhos do meu pai e da minha mãe. Mas meu pai teve filhos com outras senhoras. Então, na verdade, tenho 18 irmãos. Me dou bem com todos. A mais velha, Mercedes, que já morreu, foi a primeira que conheci. Minha mãe foi quem amamentou essa moça. Descobriu que tinha uma mulher tendo um filho do meu pai e foi ao hospital. Lá, Dona Cotinha disse que não tinha leite e pediu que minha mãe amamentasse Mercedes, e ela amamentou. É uma história muito linda porque Dona Cotinha disse para o meu pai: ‘Nunca mais quero nada com você. Uma mulher que amamenta a minha filha eu tenho que respeitar’”.

Lições do pai — "Lá em casa era proibido achar dinheiro na rua. Meu pai dizia que dinheiro não nascia do chão. Quando a gente chegava com um, dois cruzeiros na mão, ele perguntava: ‘Achou onde?’. Tinha que ter uma testemunha adulta. Se não tivesse, a gente levava bolo. E ele sempre disse que nós precisávamos trabalhar, ensinou as mulheres da família a serem emancipadas. Dizia: ‘Você nunca, minha filha, espere um homem te mandar embora. Mande ele primeiro’".

Sexo na Itália — "Lá eu só trocava o óleo. Não me casei com ninguém, mas também não estava morta, né? Aqui foi que me casei com um italiano. Fiquei 13 anos com Gino. Depois, me casei com um francês e um brasileiro. Como diz Vinicius de Moraes, foi bom enquanto durou. Não fiz inimigos. Eu e Gino somos amigos. Às vezes ele liga lá para casa: ‘Cadê essa desgraçada?’. Sou eu".

Potencial de créu — "Quando resolvi gravar ‘Meu ébano’ (‘É, você é um negão de tirar o chapéu / Não posso dar mole senão você créu’), meu diretor artístico disse: ‘Você vai gravar uma música que fala em créu? Não é do seu perfil’. Respondi: ‘E você por acaso conhece o meu potencial de créu?’ Gravei".

A loba na fossa — "Sempre digo que ‘Loba’ é a minha cara. Mas tem uma coisa que não parece comigo. Quando digo: ‘Sou mulher de te deixar se você me trair / E arranjar um novo amor só pra me distrair’. Não sou assim. Sou escorpiana. Quando termino um caso, vou roer beira de penico, mas não vou arrumar ninguém para me distrair. Quem pode me distrair a não ser a pessoa que me deixou? Então vou lá para o fundo do poço. Mas quando volto, com o peito apontado para Jesus, é o bicho!".

Amizade com Sarney— "Zé Sarney, Dona Marly, Zequinha, Roseana e Fernando foram ao enterro da minha mãe, há mais de 25 anos. Zé Sarney pediu que meu irmão largasse a alça do caixão porque queria baixar a sepultura da minha mãe. Ela era uma pessoa humilde, que o adorava. Dizia que era um santo, ai da gente se dissesse que não. Ele baixou a minha mãe à sepultura. Esse gesto nunca vou poder esquecer".

Proteção de Noel — "Não entro no palco sem pedir proteção a Deus e à falange dos músicos de luz de Noel Rosa. Estava no Lar de Frei Luis (instituição espírita) e me pediram para cantar. De repente, me deu uma dor tão grande que não podia respirar. Falei para minha irmã: ‘Vou para casa’. Dr. Luis da Rocha Lima falou: ‘Não, você vai para o palco. Quando voltar, não estará com dor’. Cantei e a dor foi passando. Dr. Luis disse: ‘Havia duas entidades de trevas coladas em você, para te fazer voltar para casa, porque veio aqui fazer o bem. Mas já tinha uma falange de músicos com Noel Rosa te esperando no palco, que tiraram as entidades dali. Toda vez que entrar no palco, peça proteção à falange de Noel’".

Fonte: Extra On Line.

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