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Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


15 junho, 2012

Alcione leva novamente o Prêmio da Música Brasileira!

A cantora maranhense Alcione foi uma das agraciadas da noite de premiação do Prêmio da Música Brasileira, que aconteceu quarta-feira (13), no Rio de Janeiro. Ela ganhou como Melhor Cantora na categoria Canção Popular com o álbum Duas faces – Jam session. O rapper Criolo e o cantor pernambucano Herbert Lucena foram os maiores vencedores da cerimônia, cada um com três prêmios.

Esta foi a 23º edição Prêmio da Música Brasileira, que, desde 2011, tem uma versão itinerante com edições em oito cidades brasileiras. Com apresentação de Murilo Rosa, a turnê começa em São Luís (dias 19 e 20 deste mês) e passa por Parauapebas (PA), Belém (PA), Vitória (ES) Itabira (MG), Belo Horizonte (MG), Corumbá (MS), até ser encerrada em São Paulo, no dia 11 de julho.

Os shows, que a exemplo do prêmio homenagearão João Bosco, terão a participação do próprio homenageado, de Leila Pinheiro e de Mariana Aydar. Arlindo Cruz e Péricles se revezam, cada um se apresentando em quatro cidades.

“Essa é uma homenagem à música brasileira, aos compositores brasileiros”, dividiu o mérito Bosco, entre duas das quatro músicas que tocou: O mestre sala dos mares, Desenho de giz, Papel Machê e O bêbado e a equilibrista.

Nos agradecimentos, o músico lembrou com carinho do maior de todos seus parceiros, Aldir Blanc. “Agradeço aos meus parceiros desde o Vinicius de Moraes, mas, acima de tudo, ao meu irmão, camarada, amigo de fé, essa pessoa genial que é Aldir Blanc”.

Cerimônia – A cerimônia começou às 21h30 com a apresentação de um grupo de percussão, seguida do primeiro de muitos vídeos projetados em um telão, com trechos da história do homenageado – o de abertura com narração de Marieta Severo e o restante na voz das apresentadoras Luana Piovani e Zélia Duncan, com textos do filho de João, Francisco Bosco.

Com a canção Agnus sei, Milton Nascimento e Toninho Horta abriram os tributos musicais ao mineiro com arranjos do diretor musical João Carlos Coutinho, antes do anúncios dos primeiros prêmios da noite, na categoria MPB, em que Dori Caymmi foi o destaque, com a vitória nos quesitos álbum e cantor.

Arlindo Cruz com a grávida Mariane de Castro (Nação); Ney Matogrosso (O cavaleiro e os moinhos); Alcione (que brincou de incorporar Bosco ao cantar Quando o amor acontece); e Zé Renato, Zeca Baleiro, Bluebell e Zélia Duncan, que, juntos e separados, interpretaram mais três canções (Bodas de prata, Miss Sueter e Dois pra lá, dois pra cá), subiram ao palco antes do anúncio dos dois primeiros prêmios para Criolo: álbum (Nó na orelha) e cantor de pop/rock/reggae/hip hop/funk – o terceiro, recebido pouco depois, foi como artista revelação.“Obrigado Rap nacional. Devo tudo isso a você!”, postou o rapper em sua página no Facebook. Além do rapper, apenas o pernambucano Herbert Lucena recebeu três prêmios, dois deles na categoria regional (álbum e cantor) e pelo projeto do álbum Não me peçam jamais que eu dê de graça tudo aquilo que eu tenho para vender.

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