Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


27 outubro, 2012

Duas Faces em Porto Alegre

Porto Alegre, 26 de outubro de 2012. Ela cantou a música que alavancou sua carreira, um verdadeiro hino do samba. O público se aproximou para chegar mais próximo da diva. Ela agradeceu o carinho e desapareceu pela lateral do palco, enquanto as cortinas se fechavam impiedosamente. A plateia continuou ali, gritando, pedindo que ela voltasse. E ela o fez. Entoou a canção da nossa terra, o "Canto alegretense", canto da nossa gente e canto que já compõe o repertório dos shows que ela faz aqui no sul do país. O teatro veio abaixo, orquestrado, conduzido pelo magnetismo daquela mulher que, no auge de seus 40 anos de profissão, poucas horas antes, no jornal local, havia assumido ser esta a melhor fase de sua carreira.



Tão simples e tão poderosa. Tão nossa e tão do mundo. Anunciou aos presentes que este último trabalho, Duas Faces Ao Vivo na Mangueira, fora indicado ao Grammy Latino e que desta vez, esperava levar o prêmio. Cantou grandes sucessos, antigos e recentes, arrancando aplausos, sempre sagaz na técnica que exige seu ofício, mas também sábia no aprendizado que requer a vida. Parou o show, como de costume, para falar com seu público e passar sua mensagem de amor e de fé. Aliás, "parou o show", não. Essa pausa já está no script há muito tempo, revelando tanto de simplicidade e de proximidade com seu público. Ela gosta não só de cantar. Nasceu pra fazer isso e faz com amor, carinho e devoção.



E por falar em devoção, antes do show, já havíamos estado com ela. Conversamos, tiramos nossas fotos e colhemos alguns autógrafos. Carinho e disposição é o que nunca lhe faltam. Fez comentários entusiasmados sobre o show em que cantará apenas repertório de Roberto Carlos, no próximo mês, e sobre seu encontro com Terrence Howard.



Ao final, depois de rir, depois de se emocionar, foi hora de ir embora com o coração satisfeito, apaziguado. Alcione é maravilhosa no palco e fora dele. E é tão gostoso sermos recebidos pela querida Vera, produtora, que nos recepciona com o carinho de uma irmã, quanto é gostoso ouvir na saída o comentário de desconhecidos: "Mas que show! Valeu muito a pena"!

Algumas músicas do repertório:
Primo do jazz
Sufoco
Além da cama
Estranha Loucura
Mulher ideal
A loba
Poder da criação
Chora coração
Duas faces
Se não é amor
Beco sem saída
Mangueira é mãe
Meu ébano
Medo
Metade de mim
Você me vira a cabeça
Amor ao ofício
Explode coração
Não deixe o samba morrer
Canto alegretense





 

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