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Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


31 outubro, 2012

Nas entrelinhas do meu coração

 

Por Yann Fernandes
Era por volta das 21h15min quando a sirene tocou... As luzes enfraqueceram-se e começou-se a ouvir bem suave um solo de baixo... O suspense permaneceu por alguns instantes intermináveis, pois a cortina não se abria, aumentando a ansiedade. Finalmente, foi possível ver o palco. Mas lá não estavam Alcione e Emílio. Ainda, não! Não demorou para ambos entrarem, sambando ao som do solo que Menescau produzia no baixo. Sentaram-se e começou a festa!!! 30 de outubro, "Nas Entrelinhas da MPB"

Menescau contou como conheceu cada um deles e deixou todos de queixo caído, quando contou a história de que recebera ordens da gravadora para demitir Alcione do cast, pois ainda não era uma cantora conhecida. Revelou a todos que chegou a chamar a Marrom para conversar, mas que não teve coragem para contar. Simplesmente, falou: "te chamei para fazermos um long-play..." Apesar de passar por cima das ordens da gravadora, o disco foi um sucesso e deu no que deu.

No roteiro (à dedo) escolhido para este encontro, estavam Não Deixe o Samba Morrer, Rio Antigo, Sufoco, Gostoso Veneno, Linda Flor Yayá (Yo, Yô), E Surdo, entre outras que foram intercaladas por canções de Emílio, como Flamboyant, Saigon, Verdade Chinesa, e pelas histórias contadas pelos três, nesses 40 anos em que se conhecem. Quando nos demos por conta, os relógios já marcavam 23h10min. A cortina fechou-se, deixando aquela sensação de que a música realmente é a arte de fazer qualquer ser humano feliz!

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