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Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


17 maio, 2013

"Sou reconhecida em qualquer lugar do mundo", afirma Alcione no Viva o Sucesso

Alcione participa do "Viva o Sucesso" desta quarta-feira (15)
 
Alcione participou do "Viva o Sucesso" desta quarta-feira (15)
O início da trajetória profissional, a relação com o sucesso e a paixão pela Mangueira foram os assuntos abordados por Alcione no "Viva o Sucesso" desta última quarta-feira (15). Com mais de 40 anos de carreira, a maranhense lança um novo CD, em junho, chamado "Eterna Alegria". Ela contou que, apesar de ter estabilidade na profissão, não pensa em parar de promover novos títulos: "Hoje tenho meu selo, o 'Marrom Music', e tomo conta do meu repertório. Se eu não gravar um disco esse ano, minha carreira não será abalada. Posso passar quatro ou cinco anos sem fazer CD porque tenho um repertório que me sustenta. Mas eu gosto de gravar discos, não quero parar".

A cantora disse que é reconhecida em qualquer lugar do mundo e afirma não se incomodar com o assédio dos fãs, dependendo do tipo da abordagem. Porém, em um show no Rio Grande do Sul, ela passou por uma situação inusitada. "Um cara mordeu o dedão do meu pé e falou que tinha o maior tesão em fazer isso. Graças a Deus, ando sempre com as minhas unhas lindas e maravilhosas. Quase que me apaixono por aquele homem, gostei dessa ideia", diverte-se.

Músicas de sucesso não faltam no repertório de Marrom. "Amor Surreal", tema do casal Pescoço (Nando Cunha) e Delzuíte (Solange Badim) em "Salve Jorge", não para de tocar nas rádios. A cantora conta que sabe reconhecer quando uma canção vai conquistar o público: "A música tem que arrepiar o meu braço. Se me emocionou, vai comover outras pessoas também. Quando ouvi 'Loba' pela primeira vez foi assim. Eu falei: 'Vou rachar o Brasil ao meio com essa música' e não deu outra".

A paixão pela Mangueira surgiu ainda em São Luís, no Maranhão, quando criança. A roupa das baianas e as cores da escola de samba fascinavam Alcione, que desfilou pela primeira vez em 1974, como destaque no carro alegórico: "Pedia para a minha mãe fazer roupas verde e rosa iguais para mim e para a minha irmã. A Mangueira e eu somos uma coisa só".

Marrom vem de uma família musical. O pai foi mestre da banda da Polícia Militar de São Luís e professor de música. Rígido, o patriarca de uma família de nove filhos só deixou Alcione ir para o Rio de Janeiro depois de formada em professora primária. Na capital carioca, ela trabalhou como atendente de uma loja de discos e depois passou a cantar em cerca de quatro casas noturnas por dia. Em pouco tempo, a maranhense fazia parte de um seleto grupo de sambistas: "Quando cheguei ao Rio, não pertencia ao universo do samba. Eu conheci Candeia, todo mundo da Mangueira, João Nogueira, Beth Carvalho, Martinho da Vila e Clara Nunes. Eu vim para ficar junto com esse povo e, graças a Deus, me acolheram de braços abertos".

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