Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


12 fevereiro, 2014

Redescoberta pelos jovens, Alcione diz que seu maior momento é agora

O samba é pop e Alcione é uma de suas maiores estrelas. Com 40 anos de carreira e 66 de vida, porém, ela não se rende ao saudosismo. Em entrevista ao Virgula Música, a Marrom afirma que o ponto mais alto de sua carreira é o atual. “Eu considero agora. Porque eu tenho 40 anos de carreira e onde eu vou meu Maracanã está sempre em dia de Fla-Flu”, afirma.

A conversa ocorreu, na semana passada, logo após o anúncio do projeto Nivea Viva, que reunirá ela, Martinho da Vila, Roberta Sá e Diogo Nogueira para shows em homenagem ao samba no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, Brasília, Recife, Salvador e São Paulo.

Respeitada como uma diva e renascida para novos públicos, uma prova da popularidade de Alcione é o DJ Tutu, que apontou o hit setentista Ilha de Maré como trilha indispensável da sua festa, a Santo Forte, em que trend-setters e modinhas paulistanos sacolejam, sem carão, ao som de música brasileira festiva.

A faixa está no álbum clássico Pra que Chorar (77). Outros trabalhos, especialmente da década de 70, são referências para qualquer colecionador, pesquisador ou DJ, incluindo pedradas como A Voz do Samba (1975), Morte de Um Poeta (1976) e Alerta Geral (1978), quando era uma das estrelas da gravadora Philips. Leia a entrevista a seguir.

Nós fizemos uma matéria recentemente que mostrou que as festas de música brasileira viraram uma febre e você foi citada como uma das musas desse pessoal...

Eu fico muito feliz com isso porque a gente trabalha para isso. No ano passado, eu fiz 40 anos de carreira e é tão bom quando esse reconhecimento chega. Quando as pessoas gostam da sua música, vai para sempre com a gente nessa vida.

Hoje tem muitos jovens que vão aos nossos shows. Aos meus, de Martinho (da Vila), de Zeca (Pagodinho). Enfim, os jovens estão aí participando, chegando junto, tomando conhecimento.

E o que você acha que atrai os jovens na sua música?

Acho que é justamente essa maneira do samba ser, o samba tem um universo muito familiar, muito brasileiro, fala de tudo. Porque o samba se joga, ele se dá. Ele se dá por inteiro e acho que é isso que o jovem gosta.

Qual considera o momento mais alto da sua carreira?

Eu considero agora. Porque eu tenho 40 anos de carreira e onde eu vou meu Maracanã está sempre em dia de Fla-Flu. Eu dou graças a Deus porque o público me acompanha até hoje.

Que dica daria para um iniciante?

Acho que ter responsabilidade com seu público, acompanhar bem o seu repertório, cuidar da sua vida artística 24 horas por dia, não largar nas mãos das pessoas. Você tem que também ser o seu relações públicas. E, especiamente, criar estabilidade artística, que é uma coisa difícil do artista conseguir. Essa estabilidade você consegue com respeito diante do público.

Um comentário:

  1. Boa tarde,Minha Nega Linda:
    Pra mim,a Senhora,é Maravilhosa e também,a grande 01ª dama do Samba.Tenho muito orgulho de dizer,que sou sua fã a exatamente 10 anos,e de lá pra cá,só tenho coisas boas pra falar a seu respeito.

    ResponderExcluir