Sejam Bem-vindos


Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


15 novembro, 2015

É dia de rever a Marrom!


14 de novembro, 21h05min em ponto. Aqui em Porto Alegre, o show não atrasaria como ocorreu em Pelotas. O voo não conseguiu pousar na capital e voltou para Florianópolis devido ao mau tempo.  E tinham mais 4hs de ônibus até a cidade dos doces. Chegaram lá às 21hs, no horário exato marcado para o início do show, sem escala no hotel, direto para o Theatro Guarani. Mas, segundo Alcione, apesar de todo o contratempo, o show foi perfeito. Deu tudo certo, e o povo gaúcho, que é muito acolhedor, entendeyu o imprevisto. Lá, Alcione desceu do palco para ficar mais perto do seu público. “Tinham muitos cadeirantes”, disse ela.


Às 20hs estávamos no Teatro Oi Araújo Viana. Já fazia alguns meses desde o último encontro, na quadra da Banda Saldanha, em fevereiro deste ano. Para nós, que moramos aqui no sul, é assim: saudade que dura meses; às vezes, mais de um ano. Mas a gente aguenta firme, até porque sabe que sempre terá um próximo show, e que será daqueles de arrebatar qualquer sofrer. Esse não foi diferente.

Antes de nós entrarmos para o camarim, Alcione recebeu Dona Eudóxia, uma senhora com mais de 80 anos, que mora em uma casa de idosos aqui em Porto Alegre. Havia dito às cuidadoras que não queria morrer antes de assistir a um show da Marrom. As funcionárias já estavam fazendo uma “vaquinha” para comprar o ingresso, mas resolveram entrar em contato com a produção, que deu a cortesia. E Dona Eudáxia conheceu o carinho do seu ídolo, e teve o show a ela dedicado. “Quero pedir licença ao meu fã-clube para dedicar este show à Dona Eudóxia”, disse Alcione, ainda no começo do espetáculo.

É sempre pequeno o tempo em que estamos ao lado dela, mas é um tempo de tantas coisas boas, de tanto amor, de tanta energia renovada, que suplanta essa brevidade. Nos falou animada do show em Pelotas e da sua Mangueira. Brincou, riu, nos fez rir. Quando comentamos que apesar da política de cortes impressa pelo governador, o povo gaúcho compra ingresso e vem vê-la, ela disse: vou falar isso no show! E falou! “Não adianta o Sartori atrasar o 13º salário... Eu sei que vocês vem!” Rsrs

Nós vamos, sim! E até Dona Aneli vai. Essa senhora baixinha, cheia de atrevimento, chegou junto à grade e gritou: “Eu vim de longe pra te ver. Vim de Gravataí. Tira uma foto comigo”. Mal sabia ela que ao meu lado estava o Renan, que veio de Santo Ângelo, 8hs de ônibus até Porto Alegre. Mas Marrom se derreteu por Dona Aneli e a chamou ao palco.


No repertório, grandes sucessos, cantados em uníssono pela plateia que, a exemplo de nós, ama mesmo a Marrom. E como não gostar? Alcione é ótima cantora, uma voz que não se imita, única, incomparável. Alcione gosta de pessoas, interage, conversa com o público, é do povo, é simpática, bem humorada, alto astral. Não envelhece e lota o teatro com pessoas de todas as idades, de todos os níveis sociais, de todas as opções. Pessoas como Dona Eudóxia, pessoas como Dona Aneli, como eu e você. A gente se diverte, dança, o garçom passa com o champagne, cantando, alegre, feliz. Todos se divertem. Alcione nos faz muito bem!


Valeu, Marrom! Obrigada pelo presente! Valeu, Carlos Fernando, Vera, Maria Helena, Bimbão! Vocês são demais!













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