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Quem a ouve não esquece... Voz exuberante e inconfundível à serviço da alma, refletindo a entrega de quem não teme se doar por inteiro. O poder e a sensualidade da voz negra que tinge a aquarela da música brasileira de marrom, com todo o suingue, brilhantismo e carisma de quem tem certeza que não está aqui por acaso. Vinte e oito discos de ouro e oito de platina, sendo dois deles de platina duplo. Inúmeros prêmios da MPB: Sharp de Música, Caras, Globo de Ouro, Rádio Globo, o Antena de Ouro, Tim, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU). Este blog é dedicado à cantora mais popular do Brasil. Filha do nosso chão, orgulho nosso. Uma mulher, uma negra, uma nordestina, uma brasileira guerreira: Alcione, a Marrom!


05 setembro, 2016

Hoje inaugura o Boteco da Marrom

Fonte: Jornal Extra

Até alcançar o estrelato, Alcione era a voz de muitas boates do eixo Rio-São Paulo. Na noite, ela cantava todo tipo de música. Já consagrada e dona de inúmeros sucessos, entre hits românticos e sambas, ela agora volta às origens ao inaugurar o projeto “Boteco da Marrom”, nesta segunda-feira, no Clube Ginástico Português, na Barra. Nos shows, recebe convidados famosos e iniciantes no mundo artístico, toda segunda-feira, até o carnaval.

— O boteco é para desopilar o fígado, ficar feliz, se divertir. A gente já ouve muita notícia ruim por aí. Tenho certeza de que todo mundo vai amar. É babado puro — diverte-se a artista que, na estreia, recebe o cantor Ferrugem: — Eu adoro a voz dele.

Ao se unir a personalidades mais jovens do que ela no palco, Alcione afirma que se sente rejuvenescida. Aliás, espírito jovem é uma qualidade que ela diz admirar nas pessoas, assim como talento e inteligência.

— Além da cantora Janaína Reis, eu ainda vou receber um grupo que está começando a carreira. Hoje, quem se apresenta é o Sabor negro. A gente dá chance para todo mundo — sustenta.

Marrom, que recebeu o EXTRA na sede do seu centro cultural, relembra que o ambiente dos shows no início da carreira era divertido e pacífico, sem a interferência de bêbados ou gente chata.

— As pessoas iam para escutar música, para se divertir... Essa é a ideia do “Boteco da Marrom”. Quem gosta de música vai para curtir. Já comandei o pagodão no Terreirão do Samba (na Praça Onze) com 40 mil pessoas e não saiu um tapa na cara. Música é alegria — pontua a cantora, que cita um inusitado episódio: — Uma vez, o Roman Polanski (cineasta francês e diretor de “O bebê de Rosemary”) entrou na boate e nem olhou para mim. Até porque não me conhecia. Mas eu sabia quem ele era. Adorei tê-lo no meu show — diverte-se.

Além deste novo projeto, Alcione grava, no próximo dia 17, o DVD “Boleros”, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, com participações de Alexandre Pires, da atriz, cantora e poetisa Elisa Lucinda, e de Sylvia Nazareth, sobrinha dela.

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